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Cantanhede: INOVA com tarifário bastante abaixo da média nacional

18 de Janeiro 2017 Jornal Campeão: Cantanhede: INOVA com tarifário bastante abaixo da média nacional

A empresa municipal INOVA, de Cantanhede, iniciou o ano com o fim da cobrança dos custos associados à instalação de ramais domiciliários para ligação dos sistemas prediais aos sistemas públicos de água e saneamento.

Estes ramais, com extensão igual ou inferior a 20 metros, que se ligam às condutas já existentes deixam de ser alvo de cobrança por parte da empresa. A medida foi aprovada pelo Município de Cantanhede, nos termos de uma política de preços que segue as recomendações tarifárias da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).

Desta forma, um utilizador doméstico com um perfil de consumo de 10 metros cúbicos de água por mês, deverá ter encargos médios mensais de 17,59 euros pelos serviços de abastecimento de água, saneamento de águas residuais e gestão de resíduos urbanos, quando a média nacional em 2015 (a última que se conhece) foi de 23,33 euros.

A empresa continua a proporcionar benefícios com a aplicação da tarifa social para os mais carenciados, nomeadamente, com a isenção das taxas fixas e o alargamento do volume de água facturado no primeiro escalão (de 15 metros cúbicos e não de cinco, como acontece na tarifa normal), “o que pode representar descontos de aproximadamente 50 por cento nos consumos”, refere a Câmara Municipal.

Também as famílias numerosas têm alguns benefícios, com uma tarifa específica para esse tipo de agregado familiar, que se traduz no alargamento do volume facturado em cada um dos escalões.

A autarquia recorda que “o tarifário da água no Município de Cantanhede foi considerado recentemente amigo das famílias numerosas pela Associação Portuguesa das Famílias Numerosas, que destaca o preço praticado pela INOVA-EM como um dos melhores no Índice de Equidade”.

Dos 308 municípios avaliados, o preço da água em Cantanhede surge em 1.º lugar a nível distrital e na 7.ª posição no ranking nacional, “o que decorre de uma política de preços que não penaliza os maiores agregados familiares, mesmo considerando que o seu padrão de consumo tende a ser maior e portanto a situar-se em escalões com tarifário mais caro”, salienta o Município.