Coimbra  4 de Dezembro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Cantanhede comparticipa medicamentos a 100 por cento

15 de Julho 2020 Jornal Campeão: Cantanhede comparticipa medicamentos a 100 por cento

O Município de Cantanhede, juntamente com a Associação Dignitude, alargou o Programa ‘Abem: Rede Solidária do Medicamento’, celebrado em 2018, que permite a comparticipação em 100 por cento na aquisição de medicamentos sujeitos a receita médica e comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) a pessoas carenciadas.

Este protocolo resulta de uma consciência da autarquia relativamente à conjuntura actual, pautada pela existência de uma pandemia, com consequências nefastas a diversos níveis, nomeadamente aos níveis da saúde, emprego, económico, entre outros, e com efeitos perversos num tecido populacional que já por si apresenta limitações de recursos socioeconómicos.
Neste sentido, o Município fez aprovar, na terça-feira (07), em reunião de Câmara, a proposta de alargamento do protocolo de 50 para 75 pessoas (um acréscimo de 50 por cento), de modo a poder dar resposta a uma necessidade básica de saúde que tem tido um relevante acréscimo de procura em tempos de pandemia.

À autarquia compete a referenciação dos agregados familiares e contribuir financeiramente com 100 euros anuais por cada beneficiário contratualizado, sendo o gasto excedente suportado pelo Fundo Solidário ‘Abem’.

Por outro lado, à Dignitude cabe a função de emitir um cartão com o qual o beneficiário poderá levantar os medicamentos, sem qualquer custo, nas farmácias da rede ‘Abem’.

Actualmente, são 45 as pessoas que beneficiam deste cartão, e através do qual foi possível adquirir medicamentos no valor de cerca 6 048 euros. Contudo, e face ao contexto social actual, o serviço está a instruir o processo de mais cinco beneficiários e apresentava uma lista de espera de 16 pessoas.

De realçar que actualmente são oito as farmácias do concelho que aderiram ao programa.

 

Município apoia cuidadores informais

 

Já um outro protocolo, intitulado ‘IIES CuidIn – Apoiar e cuidar do cuidador informal’, foi aprovado e abrange territorialmente o Município de Cantanhede, visando potenciar um aumento da qualidade de vida, quer do cuidador, quer da pessoa cuidada.

Isto é possível através de uma rede integrada de capacitação e qualificação dos cuidadores informais e suportada numa rede de apoio social e interdisciplinar, baseada numa intervenção com fundamentos técnicos, científicos e pedagógicos, geradora de impacto social, capaz de potenciar um aumento da qualidade de vida dos intervenientes.

Considerando a importância do protocolo estabelecido com a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), a ‘CuidIn’ nasceu a partir das competências e recursos da colaboração e parcerias encetadas entre o CEISUC – Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra (entidade promotora) e o Município de Cantanhede (investidor social), mobilizando o Biocant – Associação de Transferência de Tecnologia, contando ainda com a participação activa no seu desenvolvimento do CEDCCP – Centro de Estudos e Desenvolvimento em Cuidados Continuados e Paliativos.

Cantanhede possui 35 208 habitantes, dos quais, 9 384 pessoas com 65 ou mais anos, ou seja 26,7 por cento da população municipal, o que equivale a um em cada quatro habitantes, num quantitativo relativo superior à média regional e nacional.

O público-alvo a que se destina a iniciativa é consubstanciado por cuidadores informais que prestam cuidados a pessoas dependentes que residem no Município.

Fruto de um levantamento preliminar realizado pela Câmara define-se um quantitativo de 450 cuidadores informais que serão abrangidos na presente iniciativa.

A autarquia, enquanto investidor social e parceiro do “CuidIn”, apresenta uma proposta de solução inovadora e de empreendedorismo social num programa integrado de promoção e melhoria dos níveis de qualidade de vida e bem-estar dos cuidadores informais, visando a redução à exposição dos níveis de sobrecarga a que tradicionalmente estão expostos, garantindo assim a satisfação no tratar do cuidador informal, com impacto nos doentes, as suas famílias e na comunidade, de forma mais eficaz e eficiente, complementando as respostas sociais formais e tradicionais, inserido em novos modelos de cuidados de saúde.