Coimbra  7 de Março de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Cantanhede aprova Orçamento de mais de 30 milhões de euros para 2021

29 de Dezembro 2020 Jornal Campeão: Cantanhede aprova Orçamento de mais de 30 milhões de euros para 2021

A Assembleia Municipal de Cantanhede aprovou o Orçamento que ascende os 30 milhões de euros e as Grandes Opções do Plano que o Executivo camarário liderado por Helena Teodósio se propõe executar no próximo ano.

Com 23 votos a favor, 6 contra e duas abstenções, o plenário do passado dia 28 de Dezembro deu luz verde aos documentos previsionais que a Câmara Municipal havia já aprovado.

A sessão decorreu de forma híbrida, no Salão Nobre do Município com a mesa da Assembleia, o Executivo e os líderes de cada bancada, estando os restantes membros ligados remotamente, num trabalho de grande qualidade dos serviços informáticos do Município que, em tempo recorde, garantiram uma aplicação que possibilitou o sigilo do voto necessário à aprovação de alguns dos pontos da agenda.

Helena Teodósio não esconde que este foi talvez o exercício mais difícil de que tem memória, “não apenas pelas circunstâncias dramáticas que o país está a enfrentar por causa da covid-19 e pela grande incerteza sobre como irá evoluir a pandemia, mas também porque, no ano a que os documentos dizem respeito, começa um ciclo de alterações estruturais muito significativas”.

O Orçamento para 2021 ascende a 30 276 448 euros, valor que reflecte um aumento de 10,3 por cento relativamente ao proposto para 2020.

A presidente da Câmara Municipal enfatizou essa variação positiva “traduzida no montante de 2 865 773 euros, do qual 68 por cento se destina a despesas de capital”, fazendo notar que “o crescimento da despesa de capital é de 17 por cento enquanto a da despesa corrente se fica pelos 5,63 por cento, um aumento inevitável face à necessidade de ajustamento dos serviços para assegurar o cumprimento dos objectivos sectoriais e também para criar condições para combater a pandemia de covid-19 e mitigar o seu impacto económico e social”, o que levou o Executivo camarário “a reforçar em 137 por cento adotação orçamental da rubrica da Saúde e em 46,6 por cento a da acção social”, adiantou a autarca, salientando que “a Câmara Municipal esteve sempre na linha da frente para atender aos que estão em situação de maior fragilidade social, preocupação que se impõe ainda com maior acuidade neste período que coloca a todos – cidadãos, organizações e empresas – desafios particularmente difíceis”.

Segundo Helena Teodósio, “as propostas incluídas no Orçamento foram devidamente ponderadas à luz do enquadramento estratégico constante nas Grandes Opções do Plano”, documento que revela o peso das funções sociais, com uma percentagem próxima dos 55 por cento, e as funções económicas, com cerca de 30 por cento.

A este nível, são de destacar da programação financeira para o próximo ano as acções de regeneração urbana previstas no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) de Cantanhede, a aquisição de terrenos e construção de infraestruturas nas zonas industriais, os investimentos na qualificação das condições do processo ensino/aprendizagem de toda a rede educativa, bem como os  investimentos na valorização do território, seja com empreitadas promovidas pela Câmara Municipal, seja através parcerias com as Juntas de Freguesia, nomeadamente ao abrigo de acordos de transferência de competências, sem esquecer o apoio às associações e outras entidades em matéria de despesas de capital. “Os grandes objectivos são, entre outros, o reforço da qualidade de vida das populações e o aumento da coesão social, a dinamização da base económica e a atracção e fixação de residentes”, afirmou a autarca.

Helena Teodósio elencou ainda alguns investimentos que estão previstos, nomeadamente “a conclusão da Casa da Cultura, as requalificações das vias em todo o concelho, a intervenção no Bairro Vicentino e área envolvente, a ampliação da EB1 de Febres, a ampliação do canil municipal, o Parque de Lazer da Praia da Tocha, a conclusão do Parque Desportivo de Cantanhede, ciclovias, mobilidade eléctrica, entre muitos outros, sempre respeitando o equilíbrio orçamental”.

Referiu ainda que “independentemente do elevado grau de incerteza causada pelas indefinições que persistem a vários níveis”, o plano previsional de receita e de despesa para o próximo ano “está orientado para explorar até ao limite as oportunidades de financiamento que deverão surgir nesta fase de encerramento do Portugal 2020 – actualmente estão em fase de aprovação várias candidaturas importantes – e no novo quadro comunitário de apoio que aí vem, sempre numa lógica de incremento do investimento, de optimização e rentabilização dos recursos próprios, assim como de criação de condições favoráveis ao reforço ao progresso económico e à coesão social”.

 

Hospital Arcebispo João Crisóstomo e Acnes apresentam projectos

Antes do início da Assembleia Municipal, Helena Teodósio referiu que tinha convidado a administração daquela unidade de saúde e também o director executivo do ACES Baixo Mondego para fazerem a apresentação do trabalho efectuado desde as suas tomadas de posse.

A presidente do conselho de administração, Diana Breda, fez a apresentação, realçando a abertura de novas especialidades, os prémios recebidos, o protocolo assinado com os CHUC, o Hospital de Dia e o trabalho de parceria que tem vindo a ser desenvolvido com a autarquia na criação de novos projectos.

José Luís Biscaia, director executivo do ACES Baixo Mondego desde Agosto deste ano, falou dos projectos que está a implementar no concelho, como sejam, a melhoria do acesso dos utentes através do  contacto telefónico para receituário e consultas, a situação ao nível de recursos humanos nas diversas valências, as parcerias estabelecidas com o HAJC, os serviços de proximidade na comunidade e ainda sobre o programa de vacinação no  combate à covid-19, adiantando que, na próxima semana, em todo o país, arranca a vacinação nos profissionais e utentes das instituições particulares de solidariedade social, com início nos concelhos com maior incidência de covid-19. “Com calma, a grande maioria da população portuguesa estará vacinada até Agosto”, adiantou José Luís Biscaia.