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Candidatos do PSD querem entidade gestora do rio Mondego

29 de Junho 2017

Os candidatos do PSD a seis Câmaras do distrito de Coimbra defenderam, hoje, a criação de uma entidade para a gestão e desenvolvimento do rio Mondego e um Observatório Nacional da Água.

As propostas foram apresentadas pelos candidatos às câmaras de Coimbra, Figueira da Foz, Montemor-o-Velho, Penacova, Soure e Vila Nova de Poiares, em conferência de Imprensa realizada no Parque Verde do Mondego.

Para além da defesa da criação de um Observatório Nacional da Água, com sede em Coimbra, os candidatos querem uma entidade para a gestão e desenvolvimento do rio Mondego, onde participem as autarquias, a administração central (nomeadamente a Agência Portuguesa do Ambiente) e representantes das actividades que beneficiam do rio, como é o caso da agricultura, turismo, energia eléctrica e indústria do papel.

As propostas em torno do rio, que foram elencadas pelo candidato pela coligação “Mais Coimbra” (PSD/CDS-PP/PPM/MPT) à Câmara, Jaime Ramos, são várias e pretendem garantir “um desenvolvimento sustentável do Mondego, a jusante da barragem da Aguieira, rio que nasce na Serra da Estrela é o recurso mais importante da região”.

Jaime Ramos sublinhou que a solução de uma entidade gestora já é utilizada no Alqueva, sendo que o Mondego “é demasiado importante para não ser bem gerido por uma estrutura supramunicipal”, beneficiando, desse modo, de “um trabalho em rede entre todos os concelhos e entidades”.

Para além disso, o candidato alertou, ainda, para a importância de se trabalhar na prevenção de risco de cheias, referindo que “urge implementar um Sistema de Vigilância e Alerta de Recursos Hídricos competente, com cobertura de toda a bacia hidrográfica do Mondego”.

Nesse sentido, será também importante “implementar um programa de requalificação e reabilitação da rede hidrográfica do rio Mondego, nomeadamente através de intervenções de valorização das suas margens, bem como do desassoreamento na albufeira do açude-ponte, em Coimbra, e dos afluentes Alva, Ceira, Arunca e Pranto”.

Concluir o projecto de aproveitamento hidroagrícola do Baixo Mondego, valorizar o porto da Figueira da Foz ao aumentar-se a acessibilidade a calados maiores, promover um planeamento no povoamento florestal das margens do rio – para prevenção de incêndios e valorização do ambiente -, foram outras das propostas apontadas por Jaime Ramos.

No domínio do turismo, o candidato propôs a criação de um ecomuseu no Baixo Mondego, um parque temático (fluviário), trajectos pedonais entre Coimbra e Penacova, uma ciclovia entre Coimbra e a Figueira da Foz, melhoria das condições de pesca desportiva e a promoção da gastronomia assente no rio.

Questionado sobre como vai funcionar a entidade gestora e que fundos é que serão utilizados, o candidato pela coligação “Mais Coimbra” explicou que pretende ter “uma relação cordial e exigente com o Governo”, por forma a “conseguir fundos para investir na valorização do rio, para onde os municípios também poderão alocar fundos”.

Para a cidade de Coimbra, Jaime Ramos alertou para a necessidade de desassoreamento do rio, reconstrução e segurança dos muros nas margens, ligação pedonal entre o Parque Verde e o Choupal, salvaguarda do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha face a inundações e a resolução de “problemas de má imagem”, como é o caso dos “barracões” da CP e da área do parque dos autocarros do serviços municipalizados de transportes, sem esquecer “o abandono” do Parque Verde, onde as esplanadas não estão a funcionar desde as cheias de 2016.

 

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