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Candidato do PSD à Câmara da Figueira da Foz defende relocalização do porto de carga

31 de Março 2021 Jornal Campeão: Candidato do PSD à Câmara da Figueira da Foz defende relocalização do porto de carga

O candidato do PSD à Câmara da Figueira da Foz, Pedro Machado, defendeu hoje a relocalização do porto de carga na margem sul e a devolução da margem norte à cidade como uma prioridade de desenvolvimento estratégico.

O candidato social-democrata, que apresentou as 12 prioridades de desenvolvimento estratégico para o concelho, com o lema “Figueira da Foz do futuro”, salientou que, a médio prazo, este será o projecto que vai “mudar a face” da cidade.

“Nós temos as empresas na margem sul, incluindo as exportadoras, produzimos na margem sul, carregamos em camiões para voltar a descarregar na margem norte nos navios e, para mim, isso não faz sentido nenhum”, disse Pedro Machado, na sessão que decorreu numa unidade hoteleira da cidade.

Na visão do candidato, a concretização deste projecto no porto da Figueira da Foz vai permitir uma nova “operacionalidade e funcionalidade para as empresas, diminuindo custos e a pegada ecológica”, além de proporcionar “condições de segurança para os navios e para os operadores”.

“Teríamos também uma oportunidade única de aproveitar a ‘bazuca’ europeia para relançar projectos cuja ambição e liderança política é fulcral para os conquistar, como é o caso da electrificação da linha do Oeste, desde a estação do Rossio até à Figueira da Foz, que permitia criar um novo ‘hub’ comercial, turístico, e até para captar novos residentes”, defendeu.

A relocalização do porto de carga da Figueira da Foz seria também, segundo o candidato, uma oportunidade para relançar o porto e a abertura da base aérea de Monte Real à aviação civil, “o que seria um portão de oportunidades para a região e a Figueira da Foz do ponto de vista comercial, turístico e de novos ‘hubs’ internacionais”.

Pedro Machado argumentou ainda que as “melhores vistas da cidade estão ocupadas por gruas e contentores” para justificar a relocalização do porto de carga para a margem sul, para que o actual espaço na margem norte seja “devolvido à cidade” e aproveitado para áreas de turismo e lazer.

O cabeça de lista do PSD acrescentou ainda que é necessário fortalecer a notoriedade e presença do porto da Figueira da Foz nas actividades comerciais, nacionais e internacionais, bem como o capacitar do ponto de vista turístico, desenvolvendo a sua capacidade tecnológica de automação.

Caso seja eleito nas autárquicas deste ano, Pedro Machado prometeu, “por força da pandemia”, um plano “rigoroso e urgente” de recuperação económica para a Figueira da Foz, “que permita salvar empregos, salvar empresas, criar fluxos e crescimento”.

Entre as 12 “alavancas” de desenvolvimento idealizadas para o concelho, o candidato propõe também a capitalização do Casino, tornando-o mais competitivo e representativo da oferta cultural “distintiva e característica da Figueira da Foz no mercado ibérico no curto prazo”, o investimento nas estruturas de apoio à população sénior e a criação de um plano de combate ao êxodo populacional e atracção de população mais jovem, “através dos recursos naturais e activos diferenciadores”.

Nas suas prioridades de desenvolvimento estratégico constam ainda a atracção de empresas da indústria transformadora, a dinamização do parque empresarial e industrial, atraindo empresas em sectores estratégicos como a tecnologia, “bem como a criação de novos modelos de negócio de base tecnológica e novas zonas de implantação de negócios”.

O plano avança também com a criação de um plano de promoção e captação de investimentos com base nos activos da Figueira da Foz, “com o objectivo de criar ‘clusters’ estratégicos (Mar e Oceanografia, Turismo e Cultura, Indústrias Criativas, entre outros)” e o desenvolvimento de uma estratégia e plano de sustentabilidade, com “parcerias institucionais da ciência e do conhecimento, para uma cidade sustentável de referência europeia”.

O candidato anunciou as bases do programa eleitoral para os próximos meses, depois de “uma larga auscultação e discussão com a sociedade figueirense”, em torno de cinco princípios: desenvolvimento e crescimento social, desenvolvimento ambiental e sustentável, desenvolvimento económico, boa governação e participação cívica.