Coimbra  6 de Dezembro de 2021 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Caminhos pedonais nos Lóios e duas ruas de Coimbra começam a ser requalificados

13 de Novembro 2021 Jornal Campeão: Caminhos pedonais nos Lóios e duas ruas de Coimbra começam a ser requalificados

A Câmara Municipal (CM) de Coimbra consignou a empreitada de requalificação de caminhos pedonais nos Lóios e nas ruas Bernardim Ribeiro e Bernardo de Albuquerque, em Coimbra.

Vai avançar a obra do lote 1 da ampla empreitada de requalificação de caminhos pedonais de Celas à Arregaça que representa um investimento global de 2,5 milhões de euros e que a autarquia já deu início em Maio, com uma ampla operação de melhoria dos caminhos pedonais desde a avenida Dr. Dias da Silva até à rua do Brasil, integrada no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) de Coimbra.

Esta intervenção, aprovada em Maio pelo Executivo municipal, representa um investimento de 295.171,51 euros (IVA incluído) e visa a construção e remodelação de passeios na rua Bernardim Ribeiro e a requalificação da ladeira dos Lóios, que inclui o caminho e as escadas dos Lóios. Este percurso pedonal integra a ligação entre a zona da Cumeada e a zona do Calhabé, onde se situa um importante polo educativo e uma zona desportiva e comercial, e que é, por isso, muito frequentada. A empreitada inclui ainda, na zona de Celas, uma intervenção na rua Bernardo de Albuquerque, para alargamento de passeios e priorização da circulação pedonal.

Já relativamente ao lote 5, o concurso público já foi concluído e adjudicado em Dezembro, aguardando agora o visto prévio do Tribunal de Contas. A obra será realizada pela empresa Civibéria – Obras Civis, SA., que venceu o concurso público, pelo valor de 834.008 euros (IVA incluído). A intervenção prevê a requalificação urbana da zona de ligação da rua dos Combatentes com a rua do Brasil e espaços envolventes. Tem como objectivo revitalizar o coração da cidade, bem como qualificar o transporte público e o ambiente urbano. A acção passa pela ampliação do espaço público, privilegiando a circulação pedonal e promovendo o recreio e o lazer, a inclusão, a sustentabilidade ambiental e a reformulação da rede viária. Pretende-se, assim, contribuir para um centro urbano mais coeso, qualificado e atractivo para o peão.

 

Abate de oito árvores será compensado com plantação de 68 novas espécies na Rua General Humberto Delgado

 

A requalificação de passeios na Rua General Humberto Delgado, lote 4 da ampla empreitada de requalificação de caminhos pedonais de Celas à Arregaça, vai implicar o abate de oito árvores que apresentam debilidades fitossanitárias. Em compensação a empreitada prevê a plantação de 68 novas árvores na mesma rua.

Por cada exemplar abatido por razões de segurança ou fitossanitárias serão plantadas sete novas espécies na Solum, num total de 160 árvores, no âmbito da ampla empreitada de requalificação de caminhos pedonais em curso desde Maio. São três sobreiros, azinheiras, olaias, lódãos, áceres, ulmeiros e jacarandás.

Por outro lado, na Rua General Humberto Delgado, em frente à Escola Secundária Avelar Brotero está prevista a remoção de seis exemplares de choupo de grande porte, a que se somam mais dois em frente ao edifício da PT.

Na avaliação efectuada pelos serviços técnicos especialistas verificou-se que três destas árvores apresentam evidências inequívocas de debilidades muito relevantes a nível fitossanitário, sendo evidente uma redução da sua vitalidade e compacidade da copa, grande parte dos ramos apresentam sinais de “die-back”, vários pontos de exsudações no tronco, havendo também registo da presença  de carpóforos no colo da base, que sendo o corpo frutífero de fungos, são bioindicadores de podridões internas, por conta de fungos lenhícolas (que se alimentam de lenho morto, decompondo-o), assim como debilidades estruturais, pela descompensação e desequilíbrio ao nível das copas, e por isso têm que ser inequivocamente removidas.

As restantes árvores, ainda que numa escala menos evidente, apresentam também debilidades fitossanitárias. Os serviços indicam que estas árvores seriam passíveis de serem mantidas, com as devidas reservas. Porém, as mesmas vão ainda sofrer um grande impacto com a obra, cuja área de intervenção é justamente na zona radicular, aumentando a probabilidade do agravamento do estado fitossanitário, a diminuição do vigor vegetativo, a predisposição para ataques de fungos e insetos, ao aparecimento de problemas estruturais e, consequentemente, o aumento do risco de rutura passível de provocar danos em pessoas e bens. São ainda consideradas árvores desadequadas para o local uma vez que têm uma grande expansão radicular e elevadíssimo porte.

“Caso se mantivessem, careceriam de uma monitorização constante durante a execução da empreitada, com vista a verificar se há alterações às situações actuais, e nos meses subsequentes à obra, de modo a serem tomadas as medidas consonantes à protecção de pessoas e bens”, pode ler-se na informação técnica dos serviços que vai estar disponibilizada no sítio web oficial do Município de Coimbra. Acresce o facto de que, caso as árvores venham a ter de ser abatidas após a conclusão da empreitada, devido ao aumento das debilidades, isso acarretaria danos alargados nos pavimentos entretanto reabilitados e ter de se voltar a realizar obras de arranjo de passeios e lancis na área em causa, com graves perturbações para a circulação pedonal local.