Coimbra  31 de Outubro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Câmara e CIM de Coimbra saúdam solução para o IP3

4 de Maio 2018 Jornal Campeão: Câmara e CIM de Coimbra saúdam solução para o IP3

A Câmara de Coimbra e a Comunidade Intermunicipal (CIM) da região saudaram, hoje, a requalificação do Itinerário Principal 3 (IP3), entre Viseu e Coimbra, apesar de algumas reservas a esta solução.

“Parece claro que esta solução é a mais indicada”, disse aos jornalistas, em Tábua, o presidente da CIM da Região de Coimbra e do município da Figueira da Foz, João Ataíde.

O autarca independente, eleito pelo PS, salientou que o facto de a futura via renovada “não ser portajada contribuiu para a decisão” anunciada pelo Governo.

“A própria sustentabilidade podia ficar em causa”, caso a solução fosse diferente, declarou, no final de uma sessão vedada aos jornalistas, nos Paços do Concelho de Tábua, em que o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, apresentou o projecto de requalificação integral do IP3, entre Coimbra e Viseu.

Segundo João Ataíde, os presentes dos 19 municípios que integram a CIM da Região de Coimbra estão “confortáveis com esta solução”.

Também o presidente da Câmara de Coimbra, o socialista Manuel Machado, considerou que o projecto do Governo “é a forma de resolver bem as coisas”.

Para o também presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), trata-se de “uma boa solução” e uma “forma útil de resolver construtivamente para a comunidade”.

Em declarações, hoje, aos jornalistas, em Tondela, após uma apresentação à porta fechada do projecto aos autarcas da Comunidade Intermunicipal (CIM) de Viseu, Dão e Lafões, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou que a requalificação do IP3 deverá durar três a quatro anos e que o tempo de viagem vai ser reduzido em um terço.

Segundo Pedro Marques, a primeira intervenção, que já conta com projecto e avaliação de impacto ambiental, deverá arrancar em 2019, entre o nó de Penacova e o nó da Lagoa Azul, que abrange a zona mais crítica do IP3, na zona da Livraria do Mondego.

“Começamos já com obra no próximo ano com aquilo que já tem projectos e fazemos o resto dos projectos e avaliações de impacto ambiental” enquanto essa primeira intervenção decorre, disse o governante, que espera que a requalificação integral do IP3 esteja concluída num prazo de “três a quatro anos”, após o início da obra, em 2019. Ou seja, a intervenção poderá estar concluída no final da próxima legislatura.