Coimbra  25 de Maio de 2022 | Director: Lino Vinhal

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Câmara de Penacova com 6,1 milhões de dívidas e 1,9 milhões de prejuízos em 2021

15 de Abril 2022 Jornal Campeão: Câmara de Penacova com 6,1 milhões de dívidas e 1,9 milhões de prejuízos em 2021

A Câmara de Penacova registou 6,1 milhões de euros de dívidas e 1,9 milhões de euros de prejuízos em 2021, uma situação financeira que o seu presidente, Álvaro Coimbra, eleito nas últimas autárquicas pelo PSD, considera “extremamente preocupante”.

De acordo com o relatório de gestão e contas de 2021, aprovado sexta-feira à tarde, registaram-se 6,1 milhões de euros de dívidas em resultado do aumento do passivo em 43,2% e 1,9 milhão de euros de prejuízos (resultado líquido negativo) decorrentes do aumento da despesa em dois milhões de euros (16,8%), face a 2020.

“Herdámos uma situação financeira do anterior Executivo extremamente preocupante. Só em 2021, ano de eleições autárquicas, o anterior Executivo deixou uma despesa comprometida, mas não paga, de 2,3 milhões de euros”, referiu Álvaro Coimbra, que tomou posse em Outubro passado, após três mandatos em que o Executivo foi liderado pelo PS.

Segundo o autarca, “só em fornecimentos e serviços externos a despesa aumentou cerca de 1,1 milhão de euros” e “os gastos com pessoal registaram um aumento de 11,2%”. “Todos os indicadores financeiros de 2021 registaram um agravamento face a 2020”, lamentou.

Na opinião do vereador das Finanças, Carlos Sousa, caso se tratasse de uma empresa privada e “a má gestão autárquica socialista continuasse a conduzir os destinos da Câmara Municipal e a fazer cada vez mais despesa face à receita existente, como estava a fazer, o Município de Penacova já tinha decretado falência”.

Carlos Sousa revelou que a Câmara assumiu “cerca de 1,8 milhões de euros que ainda não estavam facturados, situação que vai agravar ainda mais a despesa e o endividamento municipal nos próximos anos”.

“Esta pesada e difícil herança financeira vai continuar a obrigar-nos à adopção de medidas estratégicas infelizmente necessárias para contribuir para a resolução do problema, apesar do esforço que começou a empreender-se no final de 2021”, admitiu Álvaro Coimbra.