Coimbra  23 de Novembro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Câmara de Coimbra iniciou intervenção no património arbóreo do Jardim da Sereia

17 de Novembro 2020 Jornal Campeão: Câmara de Coimbra iniciou intervenção no património arbóreo do Jardim da Sereia

A Câmara Municipal de Coimbra está a proceder a uma intervenção no património arbóreo do Parque de Santa Cruz, mais conhecido por Jardim da Sereia, de acordo com o diagnóstico fitossanitário e biomecânico a todas as árvores.

Os estragos provocados por fenómenos climatéricos adversos, nos últimos dois anos, no património arbóreo do Jardim da Sereia, levaram a Câmara de Coimbra a contratar uma empresa de consultoria externa especializada em arboricultura ornamental para avaliar a estabilidade biomecânica e o risco de ruptura do arvoredo nesse espaço verde da cidade.

Assim, foram observados um total de 392 exemplares, de várias espécies e portes, e foram identificadas 121 árvores para realização de uma avaliação complementar. O estudo serve de instrumento de apoio ao desenvolvimento de uma estratégia de prevenção e/ ou substituição do património arbóreo do parque.

As 121 árvores selecionadas, que apresentavam sintomas externos de anomalias fitossanitárias e/ou biomecânicas, foram, então, objecto de uma análise de risco individual.

Foram identificados os nomes científicos e comuns das espécies, feito um registo fotográfico de cada uma e das evidências externas de defeitos ou anomalias fitossanitárias e/ou biomecânicas, registado o porte (tendo em conta a altura, o diâmetro do tronco e pernadas e dimensão da copa) e, quando possível, identificadas as doenças, bem como o seu potencial de perigosidade. As espécies foram categorizadas por risco de ruptura e foi indicado o nível de prioridade de intervenção: curto, médio ou longo prazo.

Na sequência deste diagnóstico e das conclusões e recomendações apresentadas, o Município iniciou uma intervenção junto de cerca de 50 árvores do Jardim da Sereia, estando previsto o desmonte de 12 espécies, que se encontram em risco elevado e indicadas como de resolução urgente, e manutenção das restantes, através de poda selectiva, de forma a reduzir o risco de ruptura de ramos e pernadas.

Este número será compensado com a plantação de 14 novas espécies até ao final do ano e mais 30 durante o próximo ano.

As restantes espécies serão alvo de manutenção num período de 12 meses.