Coimbra  28 de Fevereiro de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Câmara de Coimbra contesta intervenção do Estado na Casa da Criança

30 de Dezembro 2020 Jornal Campeão: Câmara de Coimbra contesta intervenção do Estado na Casa da Criança

Depois de, no mês de Março, ter tomado posse da Casa da Criança, em Taveiro, para ali vir a instalar a extensão de Saúde, a Câmara de Coimbra vê agora o Governo a reclamar para si o imóvel, algo que a autarquia contesta.

O parecer positivo da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) chegou só este mês e, dois dias depois, o Estado reclamou o imóvel.

A informação foi dada a conhecer pelo presidente da Câmara, Manuel Machado, durante a Assembleia Municipal, na terça-feira (29), adiantando o edil que a autarquia contestou a indicação da Casa da Criança para a futura bolsa de imóveis do Estado para habitação.

Recorde-se que a posse foi concretizada em Março “depois de decorrido o prazo legal sem que tenha havido qualquer pronúncia pela Administração Central do Estado à proposta remetida pela Câmara de Coimbra em Julho de 2019”.

O Município chegou a avançar com o projecto e fez já algumas intervenções na sua envolvente mas o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), ao que tudo indica, desconhecia a posse administrativa da Câmara Municipal, contando intervir nesse edifício para depois o disponibilizar no mercado de habitação.

Manuel Machado prometeu, contudo, não desistir da Casa da Criança e do projecto que tem para aquele espaço, já que a extensão de Saúde em causa serve uma população de 5 700 pessoas, residentes na União de Freguesias de Taveiro, Ameal, Arzila e Ribeira de Frades.

Foi o presidente da União de Freguesias (UF) que trouxe o assunto para a Assembleia Municipal, questionando o autarca de Coimbra relativamente à transferência da extensão de Saúde.

Neste âmbito, o jornalista Mário Nicolau e residente da UF contesta este pedido de esclarecimentos por parte do presidente de Taveiro, Ameal e Arzila, considerando que “durante o actual mandato Jorge Mendes pouco ou nada se importou com as questões em causa e até viu com bons olhos que a Casa da Criança tivesse outras funções  militarizadas…agora acordou! Talvez porque anda muito preocupado, pois vê o terreno fugir-lhe debaixo dos pés, pois fez pouco ou melhor pouco ou nada, apesar de ter os cofres cheios e um rol de obras garantidas e outras efetuadas pela Câmara Municipal de Coimbra, incluindo a transformação da Casa da Criança na nova Extensão de Saúde de Taveiro!”.