Coimbra  13 de Maio de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Câmara de Coimbra abre concurso para bar e restaurante no Parque Verde do Mondego

25 de Março 2021 Jornal Campeão: Câmara de Coimbra abre concurso para bar e restaurante no Parque Verde do Mondego

A Câmara de Coimbra aprovou a abertura de um novo concurso público para a atribuição do direito de exploração ao espaço do Parque Verde do Mondego, designado por fração A, que ficou deserto no primeiro concurso.

Recorde-se que as restantes fracções já foram atribuídas e os contratos assinados em Janeiro. As fracções B e C vão acolher um restaurante italiano; a fracção D um conceito de gastrobar, apostando nas cozinhas do mundo; e a fracção E uma gelataria artesanal, com chás e doces conventuais. Estes estabelecimentos devem abrir antes do Verão deste ano.

A fracção A foi a única que não recebeu propostas no primeiro concurso público lançado, o que leva agora a Câmara de Coimbra a abrir um novo concurso para a atribuição do direito de exploração desse espaço.

A fracção é destinada a um estabelecimento de bebidas ou restauração, tem uma área útil total de 318,94 m2 e uma área exterior total (com passadiço e esplanada) de 467,92 m2. A base de licitação do concurso é de um valor mensal de 1.000 euros (a que acresce IVA à taxa legal em vigor) e o prazo de contratação é de 15 anos, renovável automaticamente por períodos de um ano até ao limite de cinco renovações.

O critério que presidirá à adjudicação é o da proposta economicamente mais vantajosa, considerando, contudo, os seguintes factores: preço (ponderação de 50%); valência da oferta de serviços (ponderação de 20%); qualidade e originalidade do conceito de exploração (ponderação de 20%); e programa de animação (ponderação de 10%).

As obras de requalificação e ampliação das “docas” já estão concluídas e a Câmara de Coimbra pretende, agora, aumentar a atractividade do Parque Verde do Mondego e dinamizar os espaços de restauração e bebidas existentes.

O objectivo passa, pois, por devolver aos cidadãos um espaço ímpar da cidade, agora completamente renovado e melhorado, que sempre foi muito apreciado por todos e onde já é possível circular junto ao rio e utilizar as novas instalações sanitárias (09h00-19h00).

A empresa Renasceia – Hotelaria e Restauração Lda. foi a vencedora do procedimento à fracção D, propondo um valor mensal de 2.500 euros durante o período de Verão e de 1.250 euros durante o período de Inverno. A empresa pretende implementar um conceito de gastrobar, ou seja, um serviço de bebidas, cozinha ao vivo no 1.º andar, sala de refeições no rés-do-chão e refeições ligeiras, cafetaria e pastelaria ligeira e gelados na esplanada.

A ideia passa ainda por trazer para o espaço as cozinhas de todo o mundo, ter um bar autoral e uma animação baseada na música ao vivo e/ou gravada com animador. A fracção D tem uma área útil total de 312,24 m2 e uma área exterior total (com passadiço e esplanada) de 402,57 m2.

Já no que diz respeito à fracção E, a proposta mais vantajosa foi a da empresa Sabores à Maneira, indicando como pagamento mensal os 1.550 euros durante todo o ano. Nesse espaço irá, pois, nascer uma gelataria artesanal, com doces conventuais e chás de diversas origens. A empresa propõe ainda actividades de animação associadas a datas comemorativas, acções de diversão para crianças e famílias, organização de workshops e iniciativas de colaboração com os restantes operadores do Parque Verde do Mondego. A fracção E tem uma área útil total de 60,07 m2 e uma área exterior total (com passadiço e esplanada) de 420,53 m2.

As restantes fracções, a B e a C (estabelecimentos de bebidas ou restauração), vão acolher um restaurante italiano, que desenvolvia a sua actividade no Parque Manuel Braga. As duas fracções não entraram no concurso público, uma vez que foi aprovada pelos órgãos municipais a possibilidade de se avançar com um procedimento de negociação para convidar a empresa Rive Droite – Comércio de Restauração, Lda. a ocupá-las, tendo em consideração que as obras de requalificação do Parque Manuel Braga não preveem a continuidade desse estabelecimento, tendo aliás já sido demolida. A proposta foi elaborada e a adjudicação do direito de exploração das fracções B e C pela empresa foi aprovada na reunião de Câmara de 17 de Agosto, sendo o valor mensal a pagar pela empresa de 2.000 euros.