Coimbra  18 de Agosto de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Caixa: Autarquia de Coimbra adverte banco público

29 de Junho 2018

A União de Freguesias de Coimbra (UFC) revelou, hoje, que encara deixar de ser cliente da Caixa Geral de Depósitos caso o banco público venha a encerrar mais duas das suas dependências na cidade.

Em recentes reuniões da Junta e da Assembleia, a UFC (Sé Nova, Almedina, Santa Cruz e S. Bartolomeu), governada por autarcas de uma coligação de Centro-Direita e do movimento “Somos Coimbra”, aprovou, por unanimidade, uma “moção de repúdio” pelo eventual encerramento dos balcões da rua de Ferreira Borges e da avenida de Sá da Bandeira.

A presumível decisão de encerrar tais agências remete para um “inalcançável propósito”, tendo presente a “natureza pública” da Caixa, opina o presidente da Junta da UFC, João Francisco Campos (PSD).

O provável fecho dos dois referidos balcões foi divulgado, recentemente, pelo PCP.

Além da filial de Coimbra, na «Baixa», a CGD possui dependências em S. Martinho do Bispo, Pedrulha, Arnado (avenida de Fernão de Magalhães), Vale das Flores, Celas e Calhabé.

Em Santa Clara, no “Fórum” e em Souselas, o banco público passou de balcões apenas para “áreas automáticas”, tendo encerrado em Coimbra o da Loja do Cidadão e o do polo II da Universidade.

A Caixa anunciou, há dias, ir fechar, este ano, cerca de 70 agências. O banco público possuía 587 dependências em Portugal, no final de 2017.

O encerramento de agências foi negociado com a Comissão Europeia como contrapartida da recapitalização do banco público para que essa operação não fosse considerada ajuda de Estado. Depois do fecho de perto de 140 balcões, em 2017 e 2018, estima-se que, em 2019 e 2020, sejam encerrados 40.

 

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