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Bussaco: Mata reabre após recuperação dos estragos da tempestade Leslie

19 de Dezembro 2018

O Bussaco reabre ao público amanhã (quinta-feira), após a conclusão da primeira fase das obras de recuperação dos estragos provocados pela tempestade tropical Leslie, disse, hoje, o presidente da Fundação que gere esta mata nacional.

A cerimónia de reabertura será presidida pelo secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, que cortará uma fita simbólica junto às portas de Catrapim, um dos principais pontos de entrada na Mata, adiantou à agência Lusa o presidente da Fundação Mata do Bussaco (FMB), António Gravato.

A reabertura assinala o fim da primeira fase do plano de intervenção nos 105 hectares de floresta, duramente atingida no dia 13 de Outubro pela tempestade tropical Leslie.

Segundo estimativas da FMB, o encerramento forçado da mata durante mais de dois meses representou “um rombo” em termos de receitas de bilheteira a rondar os 200 000 euros.

A primeira fase de limpeza e reparação foi financiada em mais de 220 000 euros pelo Fundo Florestal Permanente. A FMB e a Câmara de Mealhada estimam que serão necessários ainda mais 200 000 euros para reparar os estragos em caminhos, árvores e atracções edificadas, como as capelas da Via Sacra.

A Mata Nacional do Bussaco, na Mealhada, foi encerrada ao público na sequência da tempestade Leslie, que atingiu a região Centro na madrugada de dia 13 de Outubro, provocando nos 105 hectares da mata prejuízos estimados em meio milhão de euros.

A tempestade poupou o património edificado do Deserto dos Carmelitas Descalços e Conjunto Edificado do Palace do Bussaco, que está na base da candidatura à classificação de Património Mundial da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

“A nossa prioridade nos primeiros dias foi garantir a segurança, limpar as estradas e garantir o acesso ao hotel, casas da mata e sede da Fundação”, referiu o presidente da FMB.

A tempestade derrubou centenas de árvores, entre as quais três que pertenciam ao trilho nacional de árvores notáveis, e deixou isoladas 60 pessoas no Palace Hotel e 14 nas casas de alojamento local espalhadas pela mata.

Com 105 hectares, a Mata Nacional do Bussaco foi plantada pela Ordem dos Carmelitas Descalços no século XVII, encontrando-se delimitada pelos muros erguidos pela ordem para limitar o acesso.

O conjunto monumental do Bussaco apresenta um núcleo central formado pelo Palace Hotel e pelo Convento de Santa Cruz, a que se juntam as ermidas de habitação, as capelas de devoção e os Passos que compõem a Via Sacra, a Cerca com as Portas, o Museu Militar e o monumento comemorativo da Batalha do Bussaco.

Os cruzeiros, as fontes (com destaque para a Fonte Fria com a sua monumental escadaria) e as cisternas, os miradouros e as casas florestais compõem o vasto conjunto do património.

 

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