Coimbra  25 de Fevereiro de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Bloco de Esquerda visitou o Solar República dos Açoreanos em Coimbra

22 de Dezembro 2020 Jornal Campeão: Bloco de Esquerda visitou o Solar República dos Açoreanos em Coimbra

Maria Manel Rolo e Luís Monteiro, deputados do Bloco de Esquerda (BE) na Assembleia da República, e Serafim Duarte, membro da Concelhia de Coimbra do BE, reuniram com os residentes do Solar República dos Açoreanos.

O objectivo da visita foi inteirarem-se da actual situação daquela República, tendo manifestado “a sua inteira disponibilidade política para apoiar as acções que forem julgadas adequadas na defesa da(s) República(s)”.

O BE tem vindo a acompanhar a situação das repúblicas, “que já se arrasta, pelo menos, desde 2017”.

Os membros do Bloco de Esquerda relembram que, “na sequência de anteriores reuniões, com os repúblicos, nomeadamente a efectuada pelo deputado José Manuel Pureza, já em 2018, bem como a mais recente a 02 de Novembro de uma delegação da Concelhia do BE Coimbra, foi prestada solidariedade à causa da luta pelo direito à habitação condigna e pela preservação da identidade cultural da(s) República(s) de Coimbra que fazendo parte integrante do património imaterial da Universidade de Coimbra, foram consagradas pela UNESCO, como património mundial”.

O BE salienta, ainda, que esta classificação atribui novas responsabilidades à Universidade, ao Município e ao Governo no sentido de salvaguardar o património material e imaterial constituído pelas Repúblicas, “enquanto espaços comunitários dotados de uma singularidade cultural académica que importa preservar, para além dos meros interesses especulativos dos privados”.

Assim, os deputados consideram que se impõe “encontrar uma solução que, no caso do Solar Residência dos Estudantes Açoreanos, já há muito devia ter passado pela posse administrativa do imóvel, pela Câmara de Coimbra, a fim de realizar obras coercivas absolutamente necessárias e decididas pela CMC, já em Novembro de 2018, em face do não cumprimento das mesmas pela senhoria, dando, assim, cumprimentos aos procedimentos legais, previstos para estes casos”.

Para o BE, só “desta forma se assegura a preservação do imóvel e da sua identidade histórica, cultural e social para a cidade, já reconhecida e consagrada pelo próprio município e, simultaneamente, se resolve o direito dos actuais repúblicos à habitação condigna, preservando o seu estatuto de repúblicos e a sua singularidade comunitária estudantil.