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Autárquicas: Machado aposta na construção de aeroporto em Coimbra

4 de Setembro 2017

O candidato do PS à Câmara de Coimbra, Manuel Machado, disse, ontem, que a sua prioridade se for reeleito para o cargo será a construção de um aeroporto internacional no concelho.

“Liderarei no próximo mandato autárquico a transformação do aeródromo de Coimbra, o Aeródromo Municipal de Bissaya Barreto, em Cernache, num aeroporto civil comercial”, afirmou, na apresentação oficial da sua recandidatura, no Convento de São Francisco, na presença do secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa.

“No essencial, a pista já está preparada para receber aviões de grande porte: ainda em Julho o Presidente da República lá aterrou a bordo do maior avião que, neste momento, está ao serviço da Força Aérea Portuguesa”, enfatizou.

Para Manuel Machado, “a falta que um aeroporto faz às dinâmicas que Coimbra está a criar e a liderar é, por sinal, proporcional às limitações de oferta dos aeroportos que o país tem neste momento” a funcionar.

“Portugal tem falta de capacidade aeroportuária e a região Centro não tem qualquer aeroporto a funcionar no território dos seus concelhos”, afirmou.

Segundo o candidato à Câmara de Coimbra, “falta ampliar a pista e adaptá-la às condições de circulação da aviação comercial” e falta projectar e construir “instalações de apoio técnico, logístico e de segurança”.

“As ligações, quer à auto-estrada A1, quer ao IC2 [a antiga Estrada Nacional 01], quer à auto-estrada do Interior, a A13, quer ao IP3, que liga a Figueira da Foz a Viseu, quer às vias de acesso ao centro de Coimbra, estão no essencial construídas; falta completar essas ligações rodoviárias”, adiantou.

Com este novo aeroporto, “vocacionado para voos ‘low cost’ e sobretudo tendo como destino Coimbra e Fátima para voos ‘charter’”, Coimbra resolverá “uma parte do seu problema de distância dos grandes aeroportos de Lisboa e Porto”, segundo Manuel Machado.

“Resolverá idêntico problema aos concelhos seus vizinhos e ajudará o país a ultrapassar os actuais constrangimentos de oferta aeroportuária”, considerou.

Também para os próximos quatro anos, o recandidato socialista disse querer “lançar Coimbra como uma cidade de investimento e de negócios”, referindo que as prioridades estão orientadas para “as tecnologias de informação, o grande e promissor ‘cluster’ da Saúde e a fileira de actividades que cruzam a produção cultural e o turismo, numa cidade património da UNESCO, e para as indústrias criativas”.

Valorizar recursos com conhecimento e inovação

Na apresentação da candidatura socialista no Município de Coimbra, o secretário-geral do PS, António Costa, disse que o país “precisa de valorizar” os seus recursos com base no conhecimento e na inovação.

Portugal, segundo António Costa, precisa também de “um bom orçamento” para 2018, dando continuidade às opções políticas que permitiram ao país “estar melhor” do que em 2015, ano em que o líder socialista tomou posse como primeiro-ministro.

“Com base nessa confiança, os agentes económicos estão a investir mais do que há dois anos, quando o PSD e o CDS estavam no Governo”, acrescentou.

Na sua opinião, estando o PS há menos de dois anos no Governo, com apoio de toda a Esquerda parlamentar, pela primeira vez desde o 25 de Abril de 1974, “a realidade desmente os preconceitos ideológicos de quem olhou com desconfiança para esta solução política”.

Com o PSD e o CDS a governarem em coligação, entre 2011 e 2015, “o fracasso foi visível”, criticou.

“Pagámos todos duramente esta experiência”, lamentou António Costa, para afirmar que o país “tem, hoje, melhor consolidação orçamental e mais crescimento tendo feito a inversão da política que era seguida pela Direita e virando a página da austeridade”.

Para o líder do PS e primeiro-ministro, “a pior coisa” que Portugal podia fazer “era regredir” nos resultados alcançados desde 2015 e “voltar a ter mais do mesmo”.

Importa “dar força e sustentabilidade a esta mudança”, por isso, “é não só preciso um bom orçamento” do Estado para o próximo ano, “como é sobretudo precisa uma boa estratégia pós-2020 que dê uma visão de médio prazo ao país”, defendeu.

Uma estratégia “onde, de uma vez por todas deixemos de apostar em baixos salários, fragilização de direitos e encerramento de serviços e passemos a apostar naquilo que é essencial”, com o país a “valorizar os seus recursos com base no conhecimento e na inovação”, frisou, sustentando ser esta “a chave no futuro do país”.

“Se, hoje, temos estes resultados, é porque virámos a página da austeridade”, disse, ao criticar o PSD de Pedro Passos Coelho, que “nada aprendeu e só quer repetir aquilo em que já falhou” no passado.

“Ainda hoje, ao ouvir o líder da oposição a falar no encerramento daquela Univerdade de Verão” do PSD – “que mais parecia uma escola de maledicência que ocupou a semana” – se verificou “que a receita é sempre a mesma”, com o objectivo de “evitar os aumentos salariais e diabolizá-los”.

“Devolvemos confiança à sociedade portuguesa e é com base nessa confiança que os investidores estão, hoje, a investir e tivemos o maior investimento privado dos últimos 18 anos em Portugal”, declarou António Costa.

 

 

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