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Autárquicas: Estatuto de Cidade faz Machado hesitar

16 de Junho 2017 Jornal Campeão: Autárquicas: Estatuto de Cidade faz Machado hesitar

A lista com que Manuel Machado (PS) aspira a ser reconduzido na presidência da Câmara Municipal de Coimbra está a suscitar especulações e, até, interpretações, embora ela ainda não seja conhecida.

O economista não pode deixar de estar sob pressão, tendo presente, por exemplo, os resultados das eleições autárquicas de 2013, em que o Partido Socialista se limitou a alcançar maioria relativa no âmbito da vereação do Município conimbricense

A única coisa que parece certa é a não recondução da vereadora Rosa Reis Marques, vice-presidente cessante da Câmara (CMC).

Perante a saída de Rosa Reis Marques, que foi segundo membro da lista do PS para a CMC em 2013, precedendo Carlos Cidade, existem vários cenários. Um deles é o da escolha de uma substituta, o segundo consiste na ascensão de Cidade, actual líder concelhio do PS/Coimbra, e o terceiro na indigitação de outro homem.

Caso a opção recaia numa mulher, tal como aconteceu há quatro anos, existem duas hipóteses: ou Machado convida uma pessoa alheia ao actual executivo camarário ou «promove» a vereadora Carina Gomes (Cultura).

Consequência directa deste último cenário seria a manutenção de Carlos Cidade no terceiro lugar do elenco de potenciais vereadores socialistas. Neste caso, avulta a particularidade de o líder concelhio do PS/Coimbra ser ultrapassado por Carina Gomes.

Neste improvável contexto, com base em desabafos de fontes próximas de Carlos Cidade, há quem especule que o vereador do Deporto e do Ambiente descartaria voltar a fazer parte do executivo municipal.

A manutenção das posições da lista do PS de 2013, sem embargo da substituição de Rosa Reis Marques, é a hipótese tida como mais provável em meios partidários, restando ao economista substituir a vice-presidente cessante da CMC por uma mulher alheia à vereação.

A «promoção» do líder concelhio socialista ao lugar de «delfim» da vereação parece improvável, porquanto Manuel Machado teme que esse cenário seja encarado como simbolizando a saída dele antes do final do próximo mandato, se for reeleito, o que corresponderia à ascensão de Cidade a timoneiro do Município.