Coimbra  16 de Dezembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Autarca de Miranda considera inadmissível fecho do Centro de Saúde

28 de Novembro 2019

O presidente da Câmara de Miranda do Corvo, Miguel Baptista, considerou inadmissível a falta de assistentes técnicos na Unidade de Saúde Familiar (USF) local, que ontem (27), ao início da manhã, esteve algumas horas encerrada.

“Hoje é um dia de enorme revolta perante o colapso total da nossa estrutura local do Serviço Nacional de Saúde e, também, um dia em que o Estado português não assegurou aos mirandenses um dos seus direitos humanos fundamentais: o direito à protecção da saúde”, disse o autarca à agência Lusa, citando um ofício que enviou para o primeiro-ministro e Presidente da República.

Segundo Miguel Baptista, “é imperioso e urgente que o Governo, através do Ministério da Saúde, tome medidas de emergência que permitam resolver de imediato a situação injusta e inaceitável que se vive” no Centro de Saúde de Miranda do Corvo.

Entre as 08h00 e cerca das 12h00 a unidade esteve fechada, com uma informação afixada na porta a indicar que as consultas de enfermagem e médicas não podem ser realizadas por faltas de assistentes técnicos.

Para o presidente da Câmara de Miranda do Corvo, esta situação “era do pleno conhecimento da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) e do Ministério da Saúde, pois foi em devido tempo denunciada pelo município e pela diretora da USF”.

“Trata-se de uma situação demasiado grave e que poderá continuar a arrastar-se se nada for feito”, sublinhou o autarca, exigindo a regularização da situação com a entrada ao serviço de “pelo menos” quatro assistentes técnicos.

O autarca adiantou, ainda, que logo que teve conhecimento da situação se deslocou à USF e reuniu com a directora “de modo a resolver a situação insustentável vivida na manhã [de ontem]”, além das “diligências efectuadas para as entidades competentes”.

No ofício enviado ao primeiro-ministro e Presidente da República, Miguel Baptista recorda as “situações de ruptura” vividas em Dezembro de 2018 e em Julho deste ano por falta de médicos e enfermeiros, que foram apenas parcialmente resolvidas no caso do pessoal de enfermagem.

O encerramento de ontem, justificou a ARSC ficou a dever-se a baixa médica dos técnicos administrativos.

“A unidade de saúde reabriu por volta das 11h00 e está a funcionar dentro da normalidade, tendo o Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte (ACeS PIN) providenciado a colocação de três assistentes técnicos administrativos que se manterão em funções até ao regresso dos colegas”, refere um comunicado da ARSC.

A reabertura não evitou, contudo, que dezenas de utentes tenham sido privados de cuidados de saúde durante aquela manhã, dia de mercado em Miranda do Corvo e durante o qual os munícipes têm acesso a transportes públicos que não se realizam nos outros dias.

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