Coimbra  9 de Dezembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Atraso de um ano na requalificação do núcleo antigo da Figueira da Foz

26 de Novembro 2019

A Câmara Municipal da Figueira da Foz garantiu que a requalificação do núcleo antigo da cidade deverá ficar concluída apenas no início de 2021.

As obras estiveram paradas por dificuldades do anterior empreiteiro, tendo já sido retomada e com algumas alterações, que se prendem, maioritariamente, com a circulação viária entre a avenida ribeirinha e a zona mais interior da “Baixa” da cidade, como foi ontem (25) explicado na reunião do executivo camarário.

Segundo o presidente da Câmara, Carlos Monteiro, o novo acordo com a empresa que ficou com a posição contratual da anterior está em vigor desde o início do mês e a intervenção tem a duração de 15 meses, o prazo inicial da obra.

Inicialmente orçada em 2,5 milhões de euros e já com alguns trabalhos executados – entre outros, um parque de estacionamento na encosta entre a igreja matriz e a rua dos Bombeiros Voluntários – o valor final deverá ascender a perto de três milhões.

“Faltam dois milhões de obra”, explicou a vice-presidente da autarquia, Ana Carvalho.

A prioridade camarária passa por concluir o que já foi iniciado – nomeadamente o troço da rua dos Combatentes da Grande Guerra, que está interdito à circulação e intransitável devido aos trabalhos que se iniciaram e pararam no início do Verão, situação tem motivados várias críticas de moradores e comerciantes – e não abrir mais do que duas frentes novas de obra de cada vez.

A requalificação do núcleo antigo da Figueira da Foz foi adjudicada pela Câmara Municipal há dois anos, em Novembro de 2017, e o contrato da empreitada assinado em 2018, ainda na vigência do mandato de João Ataíde como presidente da autarquia.

Aquando da apresentação da obra, o ex-autarca – hoje deputado do PS e que renunciou ao cargo camarário em Abril – anunciava a intenção de “valorizar” o centro histórico da Figueira da Foz, lembrando que a intervenção foi apresentada no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Sustentável [PEDUS], que visava projectos que concorram para a diminuição das emissões de dióxido de carbono (CO2), melhoramento significativo de percursos pedonais ou retirada de automóveis dos núcleos urbanos.

No caso do núcleo antigo da Figueira da Foz, a obra visa uma zona da cidade entre as chamadas praças Nova (08 de Maio) e Velha (General Freire de Andrade), com ligação destas à avenida ribeirinha, e inclui ainda as ruas dos Combatentes da Grande Guerra, Santos Rocha, José da Silva Fonseca e Bombeiros Voluntários, com criação de novas zonas pedonais e adaptação dos sistemas de águas pluviais daquelas vias.

Na rua dos Combatentes da Grande Guerra, antes de a obra parar, a intervenção foi condicionada pela alegada descoberta de uma nova galeria subterrânea, identificada por arqueólogos, numa zona da cidade em que proliferam antigos ramais e cisternas de águas, referenciados em estudos desde os finais do século XIX.

Após a renúncia ao cargo de João Ataíde, o novo presidente da Câmara operou mudanças nos serviços de obras municipais – incluindo a saída do anterior director – e, perante os problemas com o anterior empreiteiro, o actual executivo redefiniu a intervenção, propondo cinco alterações, hoje apresentadas à vereação.

Uma delas, que não implica intervenção estrutural, passa pela alteração do sentido de trânsito na via a nascente do largo da Igreja Matriz, para facilitar o acesso ao novo parque de estacionamento, a partir da praça Velha.

A apresentação da remodelação da obra e respectiva calendarização foi apresentada publicamente, ainda ontem (25), numa sessão com comerciantes e moradores da zona.

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com