Coimbra  26 de Novembro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Associações empresariais exigem explicações sobre o Hospital Compaixão

6 de Novembro 2020 Jornal Campeão: Associações empresariais exigem explicações sobre o Hospital Compaixão

António Alves e Alfredo Simões – Núcleo Empresarial de Penela (NEP); Hugo Serra – Clube de Empresários de Miranda do Corvo (CEMC); Carlos Alves – Associação Empresarial Serra da Lousã (AESL) e Paulo Carvalho – Associação Empresarial de Poiares (AEDP)

 

Os representantes das associações empresariais da Lousã (AESL), Poiares (AEDP), Miranda do Corvo (CEMC) e Penela (NEP) visitaram, recentemente, o Hospital Compaixão e consideram “incompreensível” a não abertura daquela unidade hospitalar com os acordos com o Ministério da Saúde.

“Se considerarmos todas as novas necessidades extra que a covid-19 originou para todas as infraestruturas hospitalares desde Março, ainda é menos compreensível que uma infraestrutura com esta qualidade esteja fechada há 18 meses e que a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) ou o Ministério da Saúde nada digam sobre os motivos da não assinatura do referido protocolo”. Assim, veem, por isso, “neste complexo uma solução complementar às unidades hospitalares, principalmente na eventualidade de existir uma lotação e/ou insuficiência de resposta hospitalar na região Centro”.

As associações empresariais “encetaram diversos contactos as com todas as entidades responsáveis, nomeadamente Ministério da Saúde e ARS, entre outras, contudo até à data não foi obtida qualquer resposta”.

Os responsáveis pelas associações sublinham, ainda, que “tendo em conta que a ARS e o Ministério da Saúde, no último ano e meio, celebraram com diversas entidades protocolos equivalentes ao que o Hospital Compaixão pretende, não se compreende o porquê da não celebração de protocolo com o mesmo. Tudo isto agravado pelo facto do referido protocolo não implicar qualquer custo extra para o Estado, que com o protocolo apenas autoriza uma nova unidade hospitalar a fazer as intervenções das credenciais emitidas pelos médicos”.

Os empresários notam, também, que acreditando “nas informações facultadas, é inadmissível existir um investimento avaliado em 10 milhões de euros que vai empregar mais de 100 pessoas, estar preparado e apto para acolher e prestar um serviço médico de excelência à população, e que não o possa fazer por um mero acto administrativo como seja falta de um protocolo com a ARS e, pior ainda, este acto administrativo está há ano e meio para acontecer? Exige-se explicações e apuramento de responsabilidades”.

Ainda esta semana, o Hospital Compaixão foi visitado pelo líder do PSD Rui Rio, que também defendeu a sua abertura, exortando o Governo a pôr a racionalidade “acima da emotividade” e a olhar para a unidade hospitalar ainda encerrada “com sentido do interesse público”.

 

O “Campeão” traz, na sua edição de quinta-feira (05), uma reportagem mais aprofundada sobre o Hospital Compaixão e a resposta da ARSC à não abertura, mas admitindo, inclusivamente, que a sua entrada em funcionamento seria “importante para o combate à covid-19”.