Coimbra  3 de Dezembro de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Associação empresarial da Região de Coimbra defende porto da Figueira da Foz

12 de Novembro 2021 Jornal Campeão: Associação empresarial da Região de Coimbra defende porto da Figueira da Foz

O presidente do Conselho Empresarial da Região de Coimbra (CERC), formalmente constituída esta sexta-feira, em Miranda do Corvo, defendeu uma maior capacitação do porto da Figueira da Foz para que seja competitivo nos próximos anos.

“Para isso, precisa de aumentar o calado, o espaço de manobra da bacia para acolher barcos com maior capacidade e com isso servir toda esta região que possa estar dependente do porto da Figueira da Foz”, disse Nuno Lopes, lembrando que aquela infraestrutura já foi a terceira maior do país.

O dirigente associativo, que lidera também a Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz, salientou que urge igualmente “capacitar a linha férrea de melhores condições e algumas estruturas rodoviárias do interior da região”, com destaque para o IP3 (Coimbra/Viseu) e IC6 (pensado para ligar Penacova/Covilhã).

Segundo Nuno Lopes, o CERC assume-se como “o reforço da Câmara do Comércio e Indústria do Centro no que diz respeito à defesa dos legítimos interesses e direitos da região de Coimbra”.

Num desafio deixado às entidades que tutelam os dinheiros públicos, o presidente do CERC frisou que é estratégico para a região uma boa optimização dos fundos provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Portugal 2030.

“Os investimentos públicos são muito importantes, mas investir nas empresas é garantir o retorno para as finanças públicas através da criação de valor e é ter trabalho activo em Portugal e garantir o futuro das gerações vindouras”, salvaguardou.

E deixou ainda um apelo: “Usem a nossa proximidade territorial e o conhecimento dos nossos empresários para desenvolver planos de acção que vão ao encontro das necessidades reais das nossas empresas”.

Na sua intervenção, o presidente do CERC defendeu que a inovação e a partilha de conhecimento “são a resposta para muitos dos problemas”, pelo que a nova associação pretende “envolver o meio académico e o tecido empresarial, colocando a investigação ao serviço do desenvolvimento sócio-económico da região”.

“Queremos reter os nossos talentos e combater a baixa demográfica, para isso contamos com a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, através dos Municípios, para nos dar os devidos apoios territoriais”, disse.

Salientando que a região está a perder competitividade, Nuno Lopes disse que o CERC quer “mudar esse paradigma” e que, para isso, “é preciso estar unido e defender a uma só voz os interesses do território”.

Depois de dois anos de maturação do processo, o CERC foi constituído formalmente por 12 associações empresariais da área da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, que representam mais de 15.000 empresas, 85.000 postos de trabalho e um volume de negócios superior a 10 mil milhões de euros.

O CERC é constituído pelas associações empresariais da Bairrada e Aguieira (Mealhada, Mortágua e Penacova), Figueira da Foz, Condeixa, Cantanhede, Poiares, Mira, Soure, Lousã, Miranda do Corvo, Penela, Pampilhosa da Serra e Agência de Promoção da Baixa de Coimbra.

Na cerimónia, realizada na Casa das Artes de Miranda do Corvo, usaram da palavra o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, João Vieira Lopes, o vice-presidente do Conselho Geral da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), o presidente do Conselho Empresarial do Centro, José Couto, e vice-presidentes da CCDRC e da CIM-Região de Coimbra, Luís Francisco Filipe e Raul Almeida, respectivamente.