Coimbra  27 de Setembro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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ASAE doa roupa apreendida a instituições de Coimbra

9 de Setembro 2020 Jornal Campeão: ASAE doa roupa apreendida a instituições de Coimbra

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) procedeu, hoje (09), à doação de 400 peças de vestuário e acessórios a duas instituições de Coimbra: a Obra Social de Torre de Vilela e o Hospital Psiquiátrico Sobral Cid.

Esta acção insere-se na actividade de responsabilidade social da ASAE algo que, segundo Pedro Portugal Gaspar, inspector-geral, pretendem “continuar a fazer”, dando uma nova vida aos materiais apreendidos.

A primeira doação foi realizada à Obra Social de Torre de Vilela, pelas mãos de Pedro Portugal Gaspar, na presença de Sandra Nabo, directora técnica da instituição, João Aldeia, inspector da ASAE, e Helena Diogo, directora da Região Centro da ASAE.

A Obra Social recebeu 262 peças de vestuário desportivo, para várias idades, tendo, agora, o compromisso de descaracterizar cada uma delas antes de serem utilizadas.

Sandra Nabo agradeceu a oferta, assumindo que todas as ajudas são bem-vindas uma vez que a instituição apoia idosos, crianças e famílias carenciadas.

“Pretendemos descaracterizar as peças de roupa e colocar-lhes o nosso símbolo para que os nossos utentes as possam utilizar quando saímos da instituição”, referiu a directora técnica da Obra Social de Torre de Vilela, fazendo questão de referir que “apesar de Torre de Vilela estar ‘protegida’ a nível social, a zona de Adémia e Trouxemil, que também é apoiada pela instituição, tem bastantes necessidades”.

A pandemia veio agravar a situação, segundo Sandra Nabo, principalmente devido ao aumento do desemprego e ao facto de as crianças não terem escola, o único local onde muitas delas se alimentavam. “Houve crianças a passar fome”, afirmou.

Actualmente a instituição apoia 33 idosos no Lar, 15 em apoio domiciliário, 15 que se encontravam no Centro de Dia e que, devido à covid-19, estão, também, a ser auxiliados nas suas habitações, 12 crianças no ATL e, ainda, 30 famílias.

Para Pedro Portugal Gaspar, estas doações têm como objectivo apoiar quem mais precisa, garantindo que não existe reutilização dos símbolos.

“Este ano já doámos 6 800 peças no país inteiro. Mais do que uma vez em Coimbra. Fazemos questão de continuar a transformar o que está mal no que está bem”, afirmou o inspector-geral da ASAE que salientou, ainda, o facto da contrafacção se adaptar à procura de mercado, pelo que de Março até agora já apreenderam cerca de 10 000 máscaras contrafeitas.