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Artes de Coimbra: ARCA perdeu 85 por cento dos alunos em 15 anos

7 de Janeiro 2017 Jornal Campeão: Artes de Coimbra: ARCA perdeu 85 por cento dos alunos em 15 anos

A Direcção da ARCA revelou, hoje, que a Escola Universitária de Artes de Coimbra perdeu, em 15 anos, perto de 85 por cento dos alunos.

Entre 1999 – 2000 e 2014 – 15, a população estudantil baixou de 837 alunos para 129.

O ministro Manuel Heitor acaba de ordenar o encerramento compulsivo da EUAC, cujo alvará pertencia à Associação Recreativa de Coimbra Artística.

Segundo Paulo Santos, de cujo elenco directivo na ARCA faz parte o ex-governador civil Henrique Fernandes, as “inesperadas dificuldades” nunca lhe foram relatadas pelos ex-responsáveis João Reis e Fernando Freire.

Ainda assim, diz a actual Direcção, com dois anos de mandato, foi concluído o ano lectivo de 2015 – 16 e houve lugar à criação da Coimbra Arts School – cursos livres e pós-graduações.

Acresce, de acordo com a instituição, que “foram cumpridas as obrigações perante trabalhadores, prestadores de serviços e credores públicos”.

“A actual situação da ARCA é de transparência, cujas contas passaram a ser auditadas, uma obrigação legal nunca cumprida por anteriores direcções”, assinala Paulo Santos.

O presidente da Associação alude, ainda, a “contratos lesivos”, alegadamente subscritos por Fernando Freire e João Reis, onde avulta, segundo ele, o “contrato-promessa de venda, sem entrada de dinheiro, do campus universitário de Lordemão a uma empresa sob a maioria de capital de Fernando Crespo”.

Neste contexto, a instituição “penhorou aquela participação social, para desta forma tentar inviabilizar a «venda» e manter, assim, tal património”.