Coimbra  20 de Novembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

ARCIL pretende vender propriedades na Serra da Lousã

22 de Agosto 2019

A Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã (ARCIL) colocou à venda 117 propriedades na Serra da Lousã, por 300 000 euros, confirmou, hoje (22), Nelson Pina Tiago, presidente da instituição.

Segundo o presidente, em declarações à agência Lusa, os 117 artigos registados em nome da ARCIL, nos lugares Silveira de Baixo, Silveira de Cima e Salgueiro, “a maioria são rústicos”, mas existem, também, terrenos com pequenas construções ou mesmo antigas casas, no concelho da Lousã.

Destas, apenas uma, no Salgueiro, foi habitada nos últimos anos, enquanto as restantes estão em ruínas há várias décadas, devido aos incêndios, intempérie e vandalismo, após a saída da totalidade dos moradores, que ao longo do século XX foram emigrando, ou simplesmente deslocando-se para as cidades.

A venda será efectuada “no estado em que se encontram” os imóveis, conforme indica um edital publicado pela ARCIL.

“O critério de adjudicação é o da proposta com o valor mais elevado, desde que o mesmo seja superior ao preço base [300 000 euros], tendo ficado estabelecido que o critério de desempate para propostas com valores iguais é a data de entrega de cada uma das propostas na sede da ARCL, sendo dada prioridade àquela que for recebida em primeiro lugar”, informa a associação.

“No caso de haver propostas com valores iguais e nas mesmas circunstâncias temporais, será feiro um sorteio”, acrescenta.

Nelson Pina Tiago avançou, ainda, que a instituição “não tem capacidade para investir no local”, como foi planeado, desde os anos 90, tendo os dirigentes dessa época chegado a criar o projecto turístico “ARCIL Serra” com tal objectivo.

“Estamos a preparar a intervenção directa no coração da nossa actividade”, em diferentes áreas de apoio aos cidadãos inadaptados da Lousã e alguns concelhos vizinhos, esclareceu o presidente, ao admitir que a eventual venda dos imóveis possa vir a atenuar o esforço financeiro na construção de duas novas residências.

“Os utentes foram envelhecendo e temos, ainda, outros a viver com familiares que também envelheceram. Temos necessidade de espaços com melhores condições”, que tenham capacidade para a colher “mais de 60 residentes”, explicou o dirigente.

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com