Coimbra  15 de Outubro de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

APPACDM promove debate sobre deficiência e mercado de trabalho

26 de Setembro 2019

No âmbito da comemoração dos seus 50 anos, a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Coimbra irá promover uma mesa-redonda sobre “Deficiência e Mercado de Trabalho”, na próxima segunda-feira (30), pelas 16h00, na Casa de Chá, no Jardim da Sereia.

Esta é uma iniciativa organizada pela APPACDM de Coimbra, em parceria com a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), e pretende “discutir questões do mercado laboral e a sua relação com as pessoas com deficiência intelectual”, tendo como tema “Lei de Quotas: Que desafios?”

“Com a Lei de Quotas colocada em vigor em Janeiro de 2019, procura-se com esta conversa perceber os prós e contras que acarreta. A lei abrange as empresas que tenham entre 75 a 100 trabalhadores, pois passam a ser obrigadas a ter um por cento de pessoas com deficiência motora, sensorial ou intelectual”, explica a instituição, adiantando que o mesmo se aplica para as empresas com mais de 100 trabalhadores, sendo que nestas a quota aumenta para dois por cento.

“A aplicação desta lei implica que as pessoas com deficiência possuam um atestado multiusos, que abrange pessoas com mais de 60 por cento de incapacidade, o que exclui todas aquelas que não são detentoras deste tipo de atestado, o que corresponde a cerca de 85 por cento dos actuais formandos da APPACDM”, afirmou a coordenadora da formação profissional da instituição, Margarida Rainho.

A técnica sublinhou que “as pessoas com deficiência mental são muito competentes e perfeccionistas, o que pode ser uma mais-valia para quem as acolhe no mercado de trabalho”.

Já a presidente da APPACDM, Helena Albuquerque, considera que há pessoas com deficiência intelectual a 50 por cento que ficam excluídas numa lei que as devia beneficiar.

“Em muitos casos, a deficiência intelectual passa despercebida, o que limita o acesso ao mercado de trabalho. 50 por cento de deficiência mental pesa muito mais do que a mesma percentagem para deficiência visual”, explica a dirigente.

Segundo Nuno Gaspar, da ANJE, os empresários estão disponíveis para apoiar a inclusão social e, para tal, apela às empresas para estarem presentes no debate desta próxima segunda-feira para esclarecer alguma dúvida que possam ter em relação a esta questão.

Com moderação de Margarida Rainho, o debate conta com a presença de Carla Pimenta, em representação do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP); Catarina Neves, da ANJE;, e Joana Pereira, ex-formanda, colaboradora na Sociedade de Limpezas do Centro, e um caso de sucesso.

Até final deste ano, a instituição continuará as actividades comemorativas das suas bodas de ouro, com iniciativas marcadas para os próximos três meses.

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com