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APPACDM cria “Academia de Saberes” para integrar jovens na sociedade

9 de Março 2018

Dar respostas a jovens com deficiência ou incapacidade, que não tenham qualquer actividade diária, é o objectivo do novo projecto da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) – “Academia de Saberes”.

Numa sociedade onde “as respostas a dar a este tipo de situação são praticamente inexistentes”, a APPACDM quis inovar e, através deste projecto, “promover a participação e inclusão dos jovens na comunidade, assim como o desenvolvimento das suas competências pessoais e sociais”, explica a instituição.

A “Academia de Saberes”, que começou a funcionar nesta segunda-feira (05), no Centro de Formação Casa Branca da APPACDM de Coimbra, é, ainda, direccionada para ex-formandos da APPACDM que “não tiveram a oportunidade ou possibilidade de obter uma colocação permanente após a formação e que procuram uma ocupação regular”. Este programa visa, por isso, “aumentar a qualidade de vida dos participantes e promover a sua inclusão e contribuição activa na sociedade”.

Mas o projecto está, também, aberto a qualquer jovem, seja ele utente da APPACDM ou não, até porque, como defende a instituição é “essencial a necessidade de prestar apoio tanto a pessoas que sofrem de deficiência ou incapacidade que se encontram nesta situação, como também aos familiares que os suportam e que, por vezes, carecem de auxílio face a este problema”.

Jovens sem qualquer ocupação (conhecidos como ‘nem-nem’) podem encontrar na “Academia de Saberes” uma possibilidade de participarem em diversas actividades, desde ateliers sobre vários temas (culinária, arte, costura, vida doméstica), bem como aprenderem mais sobre gestão financeira, integrar fóruns de discussão, voluntariado, etc.

Segundo a APPACDM, estas actividades “vão ao encontro de um tema definido pelo monitor responsável, enquadrando-se, também, com as várias parcerias já existentes da APPACDM de Coimbra, como sendo o Exploratório, o Museu Nacional de Machado de Castro, Museu da Ciência, Conservatório de Música, Convento S. Francisco, entre outros”, uma forma de dar a conhecer o património aos jovens e desafiando-os a conhecer e a envolver-se no mundo que os rodeia.

Helena Albuquerque, presidente da APPACDM, este projecto vem “responder a pedidos de muitos pais” e direcciona-se sobretudo para “jovens com deficiência ou incapacidade que acabaram a escolaridade obrigatória ou frequentaram a formação profissional e não tiveram integração no mercado de trabalho”. A “Academia” não tem “qualquer tipo de financiamento”, algo que a presidente da instituição considera ser “uma urgência”, uma vez que permitirá aos jovens “continuarem a crescer e a adquirirem capacidades que ganharam e que acabariam por perder, caso ficassem isolados em casa, obrigando-os a ter rotinas, a sair de casa, a conviver, a trabalhar em grupo e a interagir em sociedade”.

A “Academia de Saberes” está aberta a jovens com mais de 18 anos e, nesta fase inicial, funciona apenas durante a manhã, das 09h30 às 12h30 (estando disponível para alargar a outros horários) e tem capacidade para oito pessoas. As inscrições decorrem através do telefone 239 722 623 ou do e-mail cfp.casa.branca@gmail.com.

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