Coimbra  2 de Dezembro de 2020 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Antigo Hospital Pediátrico vai ser o novo Arquivo Municipal de Coimbra

21 de Novembro 2020 Jornal Campeão: Antigo Hospital Pediátrico vai ser o novo Arquivo Municipal de Coimbra

O novo Arquivo Municipal de Coimbra vai nascer nos pavilhões das consultas externas do antigo Hospital Pediátrico, tendo o anteprojecto de arquitectura sido já aprovado pelo presidente da Câmara.

O antigo Hospital Pediátrico está assente em terrenos municipais e deixou de estar afecto aos fins para o qual foi cedido, gratuitamente, pela autarquia, em Dezembro de 1992, após a entrada em funcionamento do novo Pediátrico. Na escritura estava previsto que, finda essa utilização, o terreno cedido revertia novamente para o Município.

Assim, naquele local a a autarquia pretende criar um novo Arquivo Municipal, através da adaptação de pavilhões do antigo Hospital Pediátrico, num lote de aproximadamente 5 400 metros quadrados, que confrontam a Sul e nascente com o terreno do antigo Hospital Pediátrico, a poente com a Alameda Armando Gonçalves e a Norte com a urbanização servida pela rua de São Teotónio.

Segundo a Câmara Municipal, “para esta nova função vão ser readaptados cinco pavilhões, interligados entre si por rampas e galerias cobertas, que integram uns arrumos/garagem em estado de pré-ruína, que se pretende demolir, e um edifício circular, onde funcionava o antigo bar, que vai ser recuperado para o mesmo fim”. “Os pavilhões encontram-se, na sua maioria, em relativo bom estado de conservação, à excepção do pavilhão 2 que apresenta um assentamento das fundações e das galerias de ligação que têm as paredes e os pavimentos degradados”, adianta.

O anteprojecto de arquitectura prevê, ainda, “a ampliação das instalações e a ocupação dos espaços existentes entre os pavilhões. Desta forma, a proposta passa por destinar o pavilhão 1 para gabinetes de técnicos, sala de reuniões e sala de consulta/leitura aberta ao público (sendo que estes espaços serão apoiados por instalações sanitárias públicas), uma sala de digitalização e um espaço para reprografia. Já o pavilhão 2 vai acolher gabinetes e espaços de tratamento da documentação, estando previsto ainda um espaço de triagem e outro de restauro de documentos, e um balneário com duche e espaço para cacifos”. Para os pavilhões 3, 4 e 5 e os espaços intermédios “vão acolher os depósitos e o arquivo de documentação. O acesso ao edifício prevê uma solução directa ou por rampa para pessoas com mobilidade condicionada”.

A autarquia sublinha que “com esta disposição, é possível definir três circuitos independentes: o circuito da documentação, o circuito dos funcionários e os circuitos dos munícipes/público. Está prevista que a reabilitação do imóvel demore 12 meses, sendo que esta estimativa poderá variar em função das condições reais do estado do edifício e dos projectos de especialidade, e estimado um investimento de dois milhões de euros para esta intervenção”.

Atendendo às grandes exigências deste projecto ao nível térmico, pela necessidade de controlo efectivo da temperatura por causa da documentação, e consequentemente de aquecimento, ventilação, ar condicionado, de protecção contra incêndios, contra intrusão, e outros, “propõe-se que o desenvolvimento dos projectos das especialidades seja efectuado por uma equipa externa à autarquia, através de uma aquisição de serviços”, esclarece.