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Andreia Faria e Lídia Jorge distinguidas pela Fundação Inês de Castro

16 de Julho 2020 Jornal Campeão: Andreia Faria e Lídia Jorge distinguidas pela Fundação Inês de Castro

O livro de poesia “Alegria para o fim do mundo” (2019), de Andreia C. Faria, é o vencedor do Prémio Literário Fundação Inês de Castro (FIC) e o tributo de consagração vai ser entregue a Lídia Jorge, anunciou hoje a instituição.

À semelhança das edições anteriores, o júri do Prémio Literário deste ano foi constituído pelo professor José Carlos Seabra Pereira, coordenador científico do Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos, pelo escritor Mário Cláudio, pela investigadora Isabel Pires de Lima, Professora emérita da Universidade do Porto, e pelos poetas Pedro Mexia e António Carlos Cortez, também investigador do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Universidade de Lisboa.

A escolha da romancista Lídia Jorge e do livro de Andreia C. Faria, pelo júri, foi unânime, segundo o comunicado FIC.

A obra premiada foi publicada na colecção “Elogia da Sombra”, dirigida por Valter Hugo Mãe, para a Porto Editora, e reúne inéditos a todos os poemas publicados pela poetisa até 2019, com uma revisão da autora.

Andreia C. Faria recebeu, em 2018, o Prémio Autores para o Melhor Livro de Poesia, da Sociedade Portuguesa de Autores, pelo título “Tão bela como qualquer rapaz”.

Para Valter Hugo Mãe “o trabalho de Andreia C. Faria está entre os mais urgentes, magníficos, da poesia contemporânea. A sua profundidade, uma contenção que não a impede da frontalidade, o enunciado terrivelmente irónico, o rasgo inesperado de cada verso, fazem do seu texto uma novidade por classificar, demarcando-a inclusive do colectivo de mulheres poetas que hoje escrevem também em força e bastante esplendor”.

Segundo a fundação, a obra premiada, “Alegria para o fim do mundo” dá “também o mote para a edição deste ano da Feira do Livro do Porto”, que homenageia a poesia no feminino.

O Prémio Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro/2019 foi atribuído à obra de Lídia Jorge, já distinguida com muitos outros galardões, como o Grande Prémio de Literatura dst (2019), o Prémio Vergílio Ferreira (2015), o Prémio Luso-Espanhol de Cultura (2014), o Prémio Internacional de Literatura da Fundação Günter Grass (2006), o Grande Prémio de Romance da Associação Portuguesa de Escritores e o Prémio Correntes d’Escritas (2002), o Prémio Jean Monet de Literatura Europeia (2000) e o Prémio D. Diniz da Casa de Mateus (1998).

Os prémios deverão ser entregues em Setembro, “em condições ainda por confirmar”, adianta a FIC.