Coimbra  19 de Junho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Amílcar Falcão quer Coimbra unida em prol da cidade e da região

1 de Março 2019

União foi a ideia central do discurso de tomada de posse do novo reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, numa cerimónia que decorreu, hoje, na mítica Sala dos Capelos.

No seu discurso, e corroborando o que havia dito durante a campanha, o novo reitor voltou a frisar os três pilares pelos quais irá reger a sua acção: o ensino, a investigação e inovação, e os desafios societais, assumindo agora um novo objectivo mais transversal: a internacionalização.

“A Universidade [de Coimbra] quer e pode ir mais longe”, afirmou, explicando depois os quatro pilares prioritários da sua equipa. Desde logo, o investimento que tem de ser feito nas áreas da investigação e inovação, que terá impacto “no crescimento económico do país” e, para tal, é fundamental “a estabilidade e dignificação das carreiras”.

Outra das suas prioridades passará por “dar voz aos estudantes audazes e respeitar os sábios aposentados”, bem como “apoiar e servir a academia, unindo e promovendo uma comunicação intergeracional”.

O maior desafio da Universidade para os próximos anos? Amílcar Falcão responde: “atractividade”, daí a instituição ter de trabalhar no sentido de “almejar ser um pólo integrador e agregador do recursos mais valioso: as pessoas”. No seu entender “mais qualidade irá gerar maior procura, criando um nível de recursos e de resultados que a todos beneficiará”, dos estudantes, passando pelos docentes (e respectivas carreiras), investigadores e funcionários.

Até porque, considera, a UC é “um espaço de pluralidade e multiculturalidade, inclusiva e respeitadora da diferença, com um forte contributo para a resolução de conflitos e implementação de paz social”.

Alertou, contudo, para um “modelo de competição excessiva e desregulada” entre as instituições de ensino superior. “Urge pensar no posicionamento e na oferta formativa e, mais precisamente, reflectir como podemos transitar [desse modelo] e começar, em conjunto, a partilhar recursos e sinergias que permitam potenciar o impacto no tecido social e económico nas diferentes regiões do país”, afirmou.

Falcão crê que “com muito trabalho, imaginação, persistência e motivação” se fará da UC “a instituição mais atractiva em Portugal, consolidando-a como principal farol de progresso da região Centro”.

A tríade UC, CMC e CHUC

A intervenção do novo reitor foi pautada por um discurso mobilizador e com foco na união de todas as forças da cidade e da região, em prol de um bem comum, a prosperidade de todos.

“A Universidade de Coimbra tem de saber posicionar-se e adaptar-se à realidade, não se isolando”, disse o reitor, acrescentando que: “o meu compromisso vai no sentido de criação de pontes e parcerias estratégicas externas, que conduzam à fusão identitária entre a Universidade e a cidade, sendo verdadeiramente decisivos na representação da região, ajudando ao progresso do país e nos potencie enquanto referência internacional, com responsabilidades acrescidas no âmbito da lusofonia”.

É, por isto, que Falcão refere a “necessidade de aproximação imperiosa da tríade Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Universidade de Coimbra e Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC). Para todos, “as dificuldades devem ser encaradas como problemas colectivos. As oportunidades devem ser partilhadas por todos”.

A promessa é de trabalhar na UC, tendo em vista esta união institucional em “projectos comuns de interesse local, regional, nacional e internacional”.

A candidatura de Coimbra a capital europeia da Cultura tem, também, apoio incondicional da equipa reitoral, até porque, acredita Amílcar Falcão “Coimbra unida terá condições e hipóteses para voltar a ser absolutamente decisiva nas mais relevantes matérias nacionais”, sublinhou.

AAC promete união a UC

Daniel Azenha, presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), prometeu enfrentar “o futuro lado a lado, mantendo sempre vivo o espírito irreverente e inconformado característico da juventude e desta centenária instituição”, no sentido de “impulsionar a UC para novos patamares de qualidade”.

O representante dos alunos reconheceu a falta de força da Universidade, admitindo que, em conjunto, conseguirão “voltar a colocar Coimbra como uma potência nacional”, onde se formam “profissionais, mas acima de tudo pessoas com valores e ética, que afirmem a academia de Coimbra na cidade, no país e no mundo”.

Na cerimónia de tomada posse, discursou, ainda, o professor decano Aníbal Traça de Almeida, perante uma sala repleta da docentes, estudantes e as mais altas entidades institucionais de Coimbra e da região.

Após a investidura do reitor, seguiu-se a tomada de posse dos novos oito vice e dois pró-reitores da Universidade de Coimbra, na Sala do Senado.

Vice-reitores

Sete dos oito vice-reitores: Luís Neves, Luís Simões da Silva, Delfim Leão, Cláudia Cavadas, Alfredo Dias, Cristina Albuquerque e António José Figueiredo

 

João Nuno - tomada posse

João Nuno Calvão da Silva é um dos oito vice-reitores

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