Coimbra  19 de Outubro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Amílcar Falcão diz que relação da UC com empresas é o maior desafio

18 de Setembro 2019

O reitor da Universidade de Coimbra (UC) Amílcar Falcão afirmou, hoje, na abertura solene das aulas, que a relação da academia e o tecido empresarial é “um dos maiores desafios da instituição”.

Para ultrapassar esse desafio “com sagacidade e determinação”, entende o reitor, ser necessário a criação de “uma estrutura ágil, agregadora de parcerias e promotora de ligações entre o tecido empresarial e a academia”, um processo “crucial para se darem passos muito relevantes na implementação de soluções aos desafios societais”, sustentou.

Mas a UC também tem de “idealizar uma oferta aos novos tempos da era global, com raízes muito fortes a dois países fundamentais, promovendo a partilha científica e cultural”, exemplificou o reitor, referindo-se ao Brasil e à China.

“A escassa oferta de ciclos de estudos em língua inglesa é um constrangimento muito sério para a captação de estudantes internacionais”, reconheceu, adiantando que, contudo, a UC tem “o dever de preservar a língua portuguesa”, mas não pode ficar “impávida e serena” a assistir ao que se passa à sua volta, alertou.

Estes desejos, assegurou o reitor, “serão realidade no mais curto espaço de tempo”, graças ao “contributo de todas as individualidades e entidades externas” à UC e à “mobilização dos membros da comunidade universitária, que participaram activamente na preparação do plano estratégico da Universidade” para o próximo quadriénio.

“Acredito numa universidade que investe nas pessoas”, afirmou ainda ao defender, designadamente, “um vasto plano de formação direccionado ao corpo técnico, potenciando as competências profissionais e contribuindo decisivamente para uma UC mais preparada para os desafios globais”. Mas também promovendo “a estabilidade das carreiras de investigadores, técnicos e bolseiros com regularização e protecção”, realçou, imaginando “o potencial de uma comunidade feliz e plenamente realizada”.

Do mesmo modo, impõem-se “mecanismos centrados nos estudantes”, tanto ao nível do tratamento dos problemas académicos (que deve ser mais célere e menos burocrático), como da “promoção da empregabilidade com uma gestão rigorosa das suas carreiras, mentoria e oferta alargada de estágios”.

Para o presidente da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra (AAC), Daniel Azenha, “a redução das propinas que entrou em vigor no presente ano lectivo é, sem dúvida, um passo em frente rumo à igualdade de acesso ao ensino”.

Mas “um conjunto de passos faz uma caminhada e nos últimos quatro anos nem um caminho foi traçado”, advertiu, defendendo, já para a próxima legislatura, “um quadro de apostas mais ambicioso” para o ensino superior, que, “acima de tudo”, faça parte de “uma estratégia que inclua todos e não apenas os que podem pagar a sua educação”.

Essa estratégia é “mais do que um sonho, é uma escolha sem cores políticas, é o desejo de ter um ensino superior livre, democrático e inclusivo, em que todos podem participar sem barreiras”, sublinhou o dirigente associativo.

A sessão, que decorreu na Sala dos Grandes Actos (Sala dos Capelos), terminou com ‘oração de sapiência’, este ano a cargo de Manuel João Coelho e Silva, catedrático da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da UC.

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