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Álvaro Amaro diz que o IP3 é um “causa nacional”

26 de Abril 2018

O presidente dos Autarcas Social-Democratas (ASD), Álvaro Amaro, disse, hoje, que o IP3 é uma “causa nacional” que a todos deve mobilizar e afirmou que esse “grande problema rodoviário” do país deve ter uma solução.

“Como cidadão do país, como responsável político, acho que o IP3 é de tal maneira uma causa nacional que já nos deve mobilizar a todos”, disse o líder dos ASD, que também é presidente da Câmara Municipal da Guarda e fundador do Movimento Pelo Interior.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, apresentou na sexta-feira, durante uma reunião com autarcas das comunidades intermunicipais (CIM) de Viseu e de Coimbra e do Conselho Regional do Centro, como solução para a ligação entre Viseu e Coimbra, a requalificação do actual IP3, tornando-o a numa via com perfil de autoestrada, em cerca de 85 por cento do trajecto, com um extensão total de cerca de 73 quilómetros.

A intervenção, que implica um investimento de cerca de 134 milhões de euros, não prevê a duplicação da via na zona da ‘Livraria do Mondego’, em Penacova, nem nas pontes sobre a albufeira da barragem da Agueira.

Álvaro Amaro disse, hoje, que não discute o perfil do projecto de intervenção no IP3 porque “se andou tempo a mais, anos a mais a discutir”, mas defende que “toda a região Centro se deve mobilizar em torno do problema” e espera que “seja possível sentar todos à mesa, particularmente os autarcas”.

“Porque não é difícil fazer-se uma aproximação de posições para que se resolva, de facto, o grande problema rodoviário, seguramente dos maiores, senão o maior problema rodoviário que Portugal tem”, justificou.

Em sua opinião, o IP3, “além de ser trágico, é antieconómico, não faz nenhum sentido”. “Como é que é possível Portugal ter deixado acabar financiamentos comunitários para rodovias sem se ter concebido o novo IP3?”, questiona Álvaro Amaro.

Para o líder dos ASD, “o que não é possível manter é a actual situação, seja por uma questão humana, seja por uma questão da economia, seja por uma questão de aproximar as cidades, seja por uma questão de desenvolvimento na região Centro do país”.

“É no Centro do país que está um dos maiores perigos rodoviários. É no Centro do país que está um dos maiores obstáculos até à circulação de pessoas e de bens”, aponta.

Álvaro Amaro disse, ainda, que não compreende como é que se fez “tanto investimento em rodovia e não tenha havido, ao longo destes anos, coragem para se acabar talvez com a pior estrada que Portugal tem, na relação do tráfego que tem e não é o facto apenas de ligar duas grandes capitais: Viseu e Coimbra”.

Lembrou que, há vários anos, disse a membros do Governo como era possível não se estudar os itinerários complementares IC6, IC7 e IC37 – que não são todos necessários – e alterar o IP3, poupando-se muito dinheiro e muitas vidas”.

 

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