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Alvaiázere na rota de operação sobre furto de armas na PSP

19 de Dezembro 2018

Alvaiázere está na lista dos 11 concelhos onde a PSP tem, hoje, a decorrer uma operação relacionada com o furto das armas retiradas da Direcção Nacional da PSP, no ano passado, adianta a agência Lusa, citando o porta-voz daquela força de segurança.

Na operação, com o nome “Ferrocianeto”, a PSP já deteve, esta quarta-feira três pessoas, dois agentes da autoridade e um civil, relacionados com o furto.

Segundo Alexandre Coimbra, “a PSP deteve hoje três pessoas, na zona da Grande Lisboa, juntando-se àquela que já tinha sido detida na segunda-feira”.

“Neste momento temos quatro detidos relacionados com este caso”, disse o porta-voz, remetendo para mais tarde mais esclarecimentos.

A PSP tem hoje em curso uma operação, em vários concelhos do país, para deter os responsáveis pelo furto das 57 armas Glock retiradas da Direcção Nacional da PSP, em 2017.

Em comunicado, a polícia acrescenta que decorrem 14 buscas domiciliárias e quatro buscas não domiciliárias, no âmbito do inquérito que investiga o furto de pistolas da Direcção Nacional, ocorrido em Janeiro de 2017.

A operação abrange os concelhos de Vila Nova de Gaia, Gondomar,Mafra, Abrantes, Alvaiázere, Sintra, Cascais, Oeiras, Lisboa, Almada e Albufeira.

Em Janeiro de 2017 foi detectado o desaparecimento, do armeiro da sede da Polícia de Segurança Pública (PSP), de 57 armas Glock após a apreensão de uma arma de fogo da polícia durante uma operação policial que decorreu no Porto.

Outras três armas foram detectadas, posteriormente, pelas autoridades espanholas em Ceuta.

Na altura foram suspensos os dois agentes responsáveis pela listagem das armas, aberto um inquérito e uma comunicação ao Ministério Público para efeitos de investigação criminal.

A 17 de Outubro deste ano, o ministro da Administração Interna,Eduardo Cabrita, disse no parlamento que haviam sido recuperadas oito das 57 armas Glock desaparecidas “em operações distintas, sem nenhuma característica comum entre as mesmas, oito das 57 armas”.

O ministro avançou que quatro armas foram recuperadas em Espanha, três das quais na Andaluzia e uma Ceuta, e outras quatro em Portugal.

Eduardo Cabrita avançou ainda que o oficial da PSP que foi responsável pelo departamento onde estavam armazenadas 57 armas desaparecidas em Janeiro de 2017 foi exonerado de oficial de ligação do Ministério da Administração Interna na Guiné-Bissau.

Na sequência dos processos disciplinares abertos pela PSP a este caso foi determinado, em Março de 2017, a cessação da comissão de serviço do ex-director do Departamento de Apoio Geral da direcção Nacional da PSP, enquanto oficial de ligação do MAI na Guiné-Bissau.

Fontes: Jornal Terras de Sicó e Lusa

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