Coimbra  19 de Outubro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Altice e Universidade de Coimbra criam centro de investigação

20 de Setembro 2019

A Universidade de Coimbra (UC) e o grupo Altice formalizaram, ontem (19), uma parceria para a criação de um laboratório científico-tecnológico na cidade.

O centro de investigação, que será gerido pela Universidade e pela Altice Labs, ficará sediado provisoriamente no Polo II da Universidade e contará, depois, com instalações próprias, igualmente nesta área da UC, prevendo-se que fiquem concluídas no espaço de um ano.

O protocolo surge na sequência da cooperação que tem vindo a ser desenvolvida entre as duas entidades, sendo “apenas o primeiro passo” para, mais tarde, se conseguir “produzir efectivamente valor, projectos e iniciativas que sejam disruptivas do ponto de vista tecnológico”, disse Alexandre Fonseca, presidente executivo da Altice Portugal, durante a sessão, na Sala do Senado da UC.

“Iremos seleccionar criteriosamente quais os projectos e áreas de actuação [em telecomunicações e sistemas de informação] que serão focadas aqui”, em Coimbra, adiantou Alexandre Fonseca, recordando que a Altice Labs, além do centro de inovação em Aveiro, “já está em Viseu e na Madeira” e que “vai estar em breve no Algarve [em Olhão] e nos Açores”.

O laboratório em Coimbra “terá também algumas áreas específicas de trabalho em que se irá focar”, referiu.

Numa primeira fase, o investimento da empresa no laboratório da UC, será, naturalmente, “indexado aos projectos”, acrescentou o presidente da Altice, destacando que áreas como as dos sistemas cognitivos, da inteligência artificial ou do estudo de algoritmos e modelos estatísticos são “muito complexas” e às quais é necessário “alocar muitos recursos, nomeadamente computacionais”.

De acordo com “dados oficiais”, a Altice investiu “em Portugal, no último ano, 86 milhões de euros em inovação” e “nos últimos nove anos consecutivos” aplicou cerca de “meio milhão de euros, por ano, na relação com a academia, com as universidades”, para “montar laboratórios como este” em Coimbra, destacou.

Para além disso, “o investimento [em Coimbra] será muito indexado à capacidade produtiva que se conseguir alocar de parte a parte”, reforçou o responsável, assegurando que da parte da empresa “existe o empenho de dotar o laboratório com as condições necessárias, de trazer para cá os seus investigadores”, designadamente do centro de Aveiro.

“Quantos mais projectos e resultados, maior será o investimento, mas estaremos sempre a falar de valores que se medem na casa das centenas de milhares de euros anualmente”, concluiu Alexandre Fonseca, salientando que “a ciência e a tecnologia implicam investimentos avultados”.

O novo laboratório também faz parte da estratégia da UC, que está empenhada em desenvolver a relação da academia com o tecido empresarial, sublinhou, por seu lado, o reitor, Amílcar Falcão, reconhecendo que “há um défice entre o que a investigação faz em Coimbra e aquilo que transfere para as empresas”.

Para o reitor da UC, esse desfasamento resulta de diversas circunstâncias, desde logo porque “normalmente a noção de tempo da Universidade é diferente da das empresas”, sendo, por isso, necessário “criar laços de maior proximidade, de ajustamento das noções de tempo”.

O laboratório estará, directamente, relacionado com a Faculdade de Ciências e Tecnologia, contudo, o mesmo poderá ser alargado a outras faculdades da Universidade de Coimbra.

Com mais de 700 profissionais “altamente qualificados” no seu centro de inovação em Aveiro, a Altice Labs trabalha na investigação e desenvolvimento de soluções avançadas de telecomunicações e de sistemas de informação, tendo clientes em 35 países.

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