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Aldeias do Xisto levam “Agricultura Lusitana” ao Museu Etnográfico Louzã Henriques

1 de Outubro 2020 Jornal Campeão: Aldeias do Xisto levam “Agricultura Lusitana” ao Museu Etnográfico Louzã Henriques

Até ao próximo ano, a exposição “Agricultura Lusitana 2015-2020” pode ser visitada no Museu Etnográfico Louzã Henriques (Lousã), local que serviu como uma das fontes de inspiração iniciais para a concepção da mesma.

Promovida pela ADXTUR-Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto, a exposição leva os visitantes até à região das Aldeias através das relações Craft+Design+Identidade, dando a conhecer os caminhos pedagógicos que ligam o conhecimento e a investigação ao desenvolvimento sustentável.

Para Rui Simão, director executivo da ADTUR, “a ‘Agricultura Lusitana’ leva-nos numa viagem pelo que de mais genuíno há em nós, explorando o potencial que a agricultura permitiu na evolução do homem, na fixação aos lugares, no desenvolvimento dos artefactos e de toda a cultura rural, material e imaterial, onde se inscreve grande parte da nossa matriz identitária”.

O projecto envolveu 22 ‘ateliers’ de ‘craft’ e nove escolas superiores de design, que juntaram o seu conhecimento e capacidades à realidade das aldeias, desbravando assim caminho para uma nova economia, apta a produzir bens e serviços com memória e identidade. Como inspiração para as inúmeras peças apresentadas destacam-se os artefactos agrícolas, as paisagens e a cultura das pessoas, elementos essenciais da identidade dos lugares das Aldeias.

Este relacionamento directo com as pessoas, as paisagens e a cultura, esteve no centro do pensamento sobre a identidade dos lugares e foi a fonte de inspiração material dos artefactos apresentados, que reflectem também a emoção de todos quantos participaram na sua execução.

Apostar na aproximação dos jovens a um território que aposta no design como forma diferenciadora para a sua evolução foi também uma das premissas desta exposição que, segundo Rui Simão, “posiciona as Aldeias do Xisto como entidade de acolhimento, de espaço de vida e de realização. Um território onde se pode viver, sentir, aprender, experimentar e, assim, criar novas ligações à terra e encontrar novos caminhos para o desenvolvimento, salvaguardando sempre as vivências e as memórias das comunidades”.