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AIRC tem orçamento de seis milhões de euros para 2017

20 de Dezembro 2016 Jornal Campeão: AIRC tem orçamento de seis milhões de euros para 2017

A Associação de Informática da Região Centro (AIRC) anunciou, hoje, que o orçamento para 2017 é superior a seis milhões de euros, o que representa um decréscimo de 10 por cento, devido a “uma maior contenção na elaboração das estimativas”.

No que respeita às receitas, se 2015 foi “um ano atípico”, com uma faturação de quase 7,8 milhões de euros (graças a vários projectos de financiamento da aquisição de ‘software’ submetidos pelas autarquias), 2016 deverá ficar “ligeiramente aquém do previsto”.

A AIRC estima que, “até ao final do ano, as receitas liquidadas se fiquem pelos 5,5 milhões”.

Para 2017, a AIRC traçou objectivos estratégicos e operacionais que “pretendem alcançar a melhoria contínua dos serviços prestados, através da optimização dos seus recursos, com vista à satisfação dos clientes”, segundo o seu presidente, Nuno Moita.

No que respeita ao plano do desenvolvimento de negócio, a AIRC pretende que 2017 marque “o início de uma abordagem de internacionalização”, através de “iniciativas de contacto com os mercados dos países africanos de língua oficial portuguesa e de missões de reconhecimento e de apresentação, destinadas à verificação da viabilidade da aplicação da oferta” naqueles territórios e à identificação de oportunidades.

Em Portugal, “os objectivos passam por prosseguir a abordagem a mercados complementares ao dos municípios, designadamente o das juntas de freguesia, e melhorar a proximidade com os clientes, nomeadamente através da implementação de um portal de serviços ‘online’ integrado no novo ‘site’ institucional da AIRC, destinado aos clientes”, acrescenta.

“Na actual economia global e acelerada, a mudança é constante e a inovação é crítica para a sobrevivência de uma empresa. Como temos vindo a fazer há 30 anos, olhamos para o futuro, antecipando as necessidades do mercado, para que possamos conduzir a nossa organização em direção ao sucesso a longo prazo”, refere Nuno Moita.

O Plano de Actividades do próximo ano sugere ainda “a criação de uma empresa local, subsistindo a AIRC ou através da sua própria transformação, condição essencial para ultrapassar as dificuldades que o atual enquadramento jurídico provoca na política de recursos humanos”.

Esta reorganização, tendo em vista colmatar as insuficiências do quadro de pessoal, pretende dar resposta ao desenvolvimento de novos projectos de ‘software’ indispensáveis à sustentabilidade futura da AIRC e ao reforço do posicionamento de liderança no mercado”, justifica.

A AIRC quer também, em 2017, “concluir a nova sede nas áreas interiores que foram excluídas na primeira fase da construção”.

“Para além de se evitar a natural degradação destas áreas, permite-se suprir alguns constrangimentos que a área actual já provoca e concretizar outros importantes objectivos, entre os quais a activação de salas de formação, o espaço de cooperação com a universidade em investigação e desenvolvimento, a Academia AIRC para formação e detecção de talentos e um ‘showroom’ para exposição de novidades tecnológicas”, explica Nuno Moita.