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Aeroporto não deixa de perseguir o PS/Coimbra

22 de Junho 2018

Apesar de o PS/Coimbra, liderado por Carlos Cidade, ter tentado ridicularizar o vereador José Manuel Silva (independente), Manuel Machado ainda faz a apologia de um aeroporto em Monte Real.

No canal da Câmara conimbricense no Youtube, há, desde 10 de Fevereiro de 2017, um vídeo alusivo a uma intervenção pública do líder do Município com o economista a considerar que a acessibilidade à mobilidade aérea na região Centro passa “por uma solução tão simples” como a abertura da base de Monte Real (Leiria) à aviação civil.

O PS/Coimbra, liderado por Carlos Cidade, cometeu, terça-feira (19), uma argolada para atacar o vereador José Manuel Silva (eleito por um movimento cívico).

Pela pena de David Ferreira da Silva, sob o título “Para José Manuel Silva, a torre da Universidade [de Coimbra] mudava para Monte Real”, o Partido Socialista enxovalha o autarca independente e anterior bastonário da Ordem dos Médicos com base num falso pressuposto.

Segundo o Secretariado da Comissão Política Concelhia (CPC) conimbricense do PS, o vereador de “Somos Coimbra” abandonou, segunda-feira (18), a mais recente reunião da Câmara local para ir a uma “sessão promotora da ideia do aeroporto aberto à aviação civil em… Monte Real” (Leiria). Acontece, porém, que José Manuel Silva saiu da referida reunião camarária para intervir numa sessão na Ordem dos Médicos, de que foi bastonário, e só à noite se deslocou a Leiria.

No sobredito vídeo, Manuel Machado afirma ser “tempo de se pensar (…) que ajudar o Interior a desenvolver-se é criar esta via de comunicação a partir de Monte Real”.

Segundo declarações do autarca, proferidas há menos de ano e meio, trata-se da “solução menos onerosa para o erário público e mais rentável para o investimento necessário”.

Pouco antes das mais recentes eleições locais, Manuel Machado preconizou a transformação do aeródromo de Antanhol e Cernache em infra-estrutura aeroportuária com outra envergadura.

Ao ser investido para quinto mandato na liderança do Município de Coimbra, em Outubro de 2017, o economista voltou a acenar com um aeroporto internacional.

O autarca disse tratar-se de “um projecto a iniciar de imediato, partindo de estudos que a Câmara encomendou e pagou, noutros períodos”, sem que lhes haja sido dada sequência.

Em Janeiro de 2018, a autarca do CDS Lúcia Santos afirmou, acerca da prometida transformação do aeródromo de Coimbra em aeroporto internacional, que a cidade está “farta de ser boa só na ficção”.

Para Lúcia Santos, membro da Assembleia Municipal conimbricense, a transformação do aeródromo de Bissaya Barreto em aeroporto internacional não representa mais do que “uma medida motivada por um ímpeto eleitoralista, que o presidente da CMC se vê agora obrigado a parecer querer cumprir”.

Em Abril de 2018, o vereador José Manuel Silva afirmou que a encomenda de um estudo, feita pela Câmara de Coimbra, “representa o truque” de Manuel Machado “para não cumprir a promessa eleitoral” do aeroporto.
O líder do movimento “Somos Coimbra” aludia à promessa de transformação do aeródromo de Antanhol e Cernache “por 12 milhões de euros com custos de apenas dois milhões para a autarquia”.

 

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