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Aeroporto: “Mais uma falsa promessa”, acusa “Somos Coimbra”

4 de Setembro 2017

O movimento “Somos Coimbra” rotulou, hoje, de “mais uma falsa” a promessa de Manuel Machado no sentido de dotar a cidade de um aeroporto internacional.

Sob o lema “16 anos a desvalorizar Coimbra”, o candidato do movimento à liderança do Município, José Manuel Silva, afirma tratar-se de uma “promessa inviável”.

O médico começa por corrigir o presidente da Câmara, negando que o Chefe do Estado haja aterrado em Cernache “a bordo do maior avião que, neste momento, está ao serviço da Força Aérea Portuguesa”.

O autarca saberá que o Presidente da República se fez transportar num “EADS CASA C-295 (e não no maior avião da Força Aérea”), assinala o cabeça de lista de “Somos Coimbra”, fazendo notar que o Falcon 50 requer uma pista de 1 500 metros para descolar em segurança.

“O dr. Manuel Machado saberá, ainda, que os aviões militares pouco têm a ver com os aviões civis; de facto, para fazer descolar e aterrar aviões comerciais de médio porte, com exploração turística, seria necessária uma pista de 2 500 metros”, acentua o anterior bastonário da Ordem dos Médicos.

Segundo José Manuel, a pista do aeródromo de Bissaya Barreto “apenas poderá ser aumentada até ao máximo de 1 300 metros, algo que, infelizmente, nunca foi promovido por qualquer executivo camarário”.

Acresce, de acordo com o candidato de “Somos Coimbra”, que aquela infra-estrutura está implantada numa zona que abrange um monumento nacional, o acampamento romano de Antanhol, conhecido como “sítio arqueológico”, havendo, por isso, “limites de construção a respeitar”.

“O aeródromo precisa de uma intervenção urgente, sim, aquela que temos defendido e consta do programa do movimento ‘Somos Coimbra’”, tratando-se de uma intervenção que custará “poucas centenas de milhares de euros (menos do que a rotunda do Arnado)”, consistindo ela na extensão da pista para 1 200 metros, na colocação de depósitos de vários tipos de combustíveis e na construção de um novo hangar, opina José Manuel Silva.

Em suma, prossegue o médico, Manuel Machado, nos últimos quatro anos, “por manifesta incapacidade, não fez o que podia e devia ter feito, e, agora, num exercício fútil de propaganda eleitoralista, vem prometer o irrealizável”.

“A somar a todas as promessas que fez e não cumpriu, Manuel Machado prometeu o que sabe que não vai cumprir, o que representa o último nível de falta de credibilidade autárquica e política”, conclui o ex-bastonário.

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