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Aeroporto: Costa deve ter-se “rido para dentro”, replica Ramos

4 de Setembro 2017

Jaime Ramos afirmou, hoje, que António Costa deve ter-se “rido para dentro” ao ver Manuel
Machado cair “no ridículo” de preconizar a construção de um aeroporto internacional em Coimbra.
O candidato da coligação de Centro-Direita à liderança do Município aproveitou uma conferência
de Imprensa dada pelo PSD para alegar que Manuel Machado (PS) deu um “tiro no pé” à luz da
defesa dos interesses de Coimbra, Figueira da Foz, Leiria e Fátima.
Para o cabeça da lista de “Mais Coimbra”, o presidente cessante da Câmara Municipal cometeu “um
disparate” ao facultar um Governo um álibi no sentido de este ignorar a defesa da abertura da Base
Aérea de Monte Real à aviação civil.
Segundo o médico, em Monte Real, cujo aproveitamento é preconizado há 32 anos, apenas são
necessárias obras, estimadas em 20 ou 25 milhões de euros, para conferir comodidade aos
passageiros.
Na óptica do candidato de “Mais Coimbra”, para acolher em Cernache voos de baixo custo, a pista
terá de ter 2 300 metros de comprimento e essa transformação é impraticável no aeródromo de
Bissaya Barreto.
Exequível, segundo o antigo governador civil, é o prolongamento da pista por 300 metros (passando
de 900 metros para 1,20 quilómetros), de forma a viabilizar o acesso a Coimbra de determinadas
carreiras aéreas e a permitir a aterragem de jactos particulares.
Manuel Machado “nem sequer conseguiu a requalificação” da estação ferroviária de Coimbra – B,
acentua Jaime Ramos.
As considerações do candidato social-democrata à presidência da Câmara conimbricense foram
proferidas numa conferência de Imprensa em que o líder distrital do PSD/Coimbra, Maurício
Marques, se insurgiu contra a falta de um Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios.
Segundo o dirigente partidário, o PMDFCI “deve existir na cabeça” de Manuel Machado, “que se
sente capaz de fazer tudo sozinho”, e também não foi activada a Comissão Municipal de Defesa da
Floresta.
“Coimbra e Portugal, em geral, assistiram à maior tragédia das últimas décadas”, opinou Maurício
Marques, deputado à Assembleia da República e antigo presidente da Câmara Municipal de
Penacova.
Ao reclamar do Governo “mais acções concretas e menos propaganda”, o PSD/Coimbra preconiza a
extensão do apoio do Estado a outros concelhos do distrito (além dos de Penela, Góis e Pampilhosa
da Serra).

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