Coimbra  23 de Julho de 2024 | Director: Lino Vinhal

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Adesão à greve de enfermeiros nos privados entre 50% e 100% no Porto e Coimbra

10 de Julho 2024 Jornal Campeão: Adesão à greve de enfermeiros nos privados entre 50% e 100% no Porto e Coimbra

A adesão à greve de enfermeiros da hospitalização privada ficou entre os 50% e os 100% no Porto e em Coimbra, respectivamente, disse à Lusa o dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) Rui Marroni.

“As adesões excederam as expectativas, porque em serviços, lugares e instituições que não prevíamos adesão, houve uma adesão a 100%, nomeadamente aqui na CUF do Porto, tivemos uma adesão global de 55%, bloco na ordem dos 50%, em Coimbra na CUF Coimbra adesão de 100%, [Hospital da] Luz Coimbra tivemos uma adesão de 100%”, referiu o dirigente sindical.

Rui Marroni, que esteve hoje junto ao Hospital CUF do Porto numa concentração de enfermeiros, disse ainda que ainda não tem números finais relativamente à paralisação de hoje e de terça-feira.

Questionado acerca do comunicado da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) emitido na terça-feira, o sindicalista reiterou a “disponibilidade negocial” apesar de dizer que a APHP não deu “continuidade ao processo negocial a partir de janeiro deste ano”.

Na terça-feira, a APHP adiantou em comunicado que chegou a acordo com cinco sindicatos de enfermeiros, tendo o SEP interrompido “inesperadamente as negociações” e convocado uma nova greve”.

Sublinhando que conduz todas as negociações laborais com “abertura e disponibilidade”, a associação afirma que “os aumentos atribuídos este ano traduzem e confirmam” a atitude de respeito pelos enfermeiros e outros profissionais, estranhando por isso os motivos para a paralisação convocada.

Adianta que no acordo alcançado com os cinco sindicatos foi actualizada a tabela salarial de 2022 com “aumentos bastante expressivos”, entre os 7,8% e os 15,7%, e acrescenta que o subsídio de alimentação passou para 6,10 euros.

Rui Marroni criticou a associação do sector, falando em “má-fé” e que o acordo foi feito com “sindicatos que ninguém conhece”. “Se não houver convocatória para nenhuma reunião, nós vamos ter que reunir com os enfermeiros e decidir formas de luta, naturalmente que pode passar por novas greves”, referiu.

Quanto a uma data para uma futura greve, estimou que “certamente será próxima”. “Será nos próximos tempos porque não podemos estar a deixar que estas situações se arrastem indefinidamente”, considerou.

Os enfermeiros exigem a revisão do seu Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) tendo por base a proposta com eles construída e apresentada pelo SEP.