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Académica/OAF vende património para acudir à grave situação financeira

16 de Novembro 2016 Jornal Campeão: Académica/OAF vende património para acudir à grave situação financeira

Os sócios da Académica de Coimbra (OAF/SDUQ) deliberaram, em assembleia-geral extraordinária, autorizar a Direcção a contrair empréstimos ou a alienar património imobiliário pelo valor mínimo de quatro milhões de euros.

Face à grave situação económico-financeira, a proposta prevê a venda do pavilhão Jorge Anjinho pelo montante mínimo de três milhões de euros e da antiga sede do clube nos Arcos do Jardim pelo valor igual ou superior a um milhão de euros ou a sua hipoteca para fazer face a empréstimos, embora esta solução esteja praticamente inviabilizada.

Segundo o presidente Paulo Almeida, a Briosa não apresenta condições para contrair empréstimos junto da banca. No caso da antiga sede, nos Arcos do Jardim, foi aprovada uma proposta que visa a sua aquisição por um grupo de sócios, no âmbito de uma campanha interna, de modo a que o imóvel fique nas mãos de uma sociedade com ligações ao clube e, em determinado momento, possa fazer reverter novamente o edifício para a instituição.

A Académica (SDUQ) apresentou um resultado negativo superior a 270 000 euros na última época desportiva, de acordo com o relatório de contas aprovado na assembleia-geral ordinária, que antecedeu a reunião extraordinária, com 74 votos a favor e 34 abstenções. Na mesma assembleia, os sócios do clube aprovaram o orçamento para a época 2016/17 no montante de 2,37 milhões de euros, quase um milhão de euros a menos relativamente à época anterior.