Coimbra  14 de Julho de 2020 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Académica/OAF lança “Missão Briosa” para salvar-se financeiramente

17 de Novembro 2016 Jornal Campeão: Académica/OAF lança “Missão Briosa” para salvar-se financeiramente

A grave crise financeira que a Académica de Coimbra/OAF-SDUQ atravessa levou a Direcção a lançar a operação “Missão Briosa”, com o objectivo de angariar donativos e apelar aos sócios a participarem na aquisição da antiga sede do clube.

Na última sexta-feira, os sócios da Académica deliberaram, em assembleia-geral extraordinária, autorizar a Direcção a contrair empréstimos ou a alienar património imobiliário pelo valor mínimo de quatro milhões de euros, para fazer face à situação financeira.

“A sua participação na ‘Missão Briosa’ é fundamental para dar vida à nossa Académica”, refere, hoje, uma nota publicada na página oficial da Internet, recordando que, ao longo dos seus 129 anos de existência, “a Académica esteve sempre na linha da frente a lutar por inúmeras causas sociais, estudantis, solidárias, entre muitas outras”.

A Direcção considera que “com a força e a vontade dos sócios, adeptos, estudantes e antigos estudantes”, vai ultrapassar o momento menos positivo que a Académica atravessa.

“Este é o momento de dar as mãos pela nossa instituição, de dizer presente!”, lê-se na página da Briosa.

A participação na “Missão Briosa” pode ser feita de duas maneiras: atribuição de donativo, independentemente de ser sócio ou não, e participação, até 15 de Dezembro, na aquisição da antiga sede dos “Arcos”, mas, neste caso, só para associados.

De acordo com a proposta aprovada na última sexta-feira, o imóvel poderá ser adquirido pelo mínimo de um milhão de euros por um grupo de sócios, no âmbito de uma campanha interna, de modo a que o edifício fique nas mãos de uma sociedade com ligações ao clube e, em determinado momento, possa fazer reverter novamente o edifício para a instituição.

A sociedade detida na totalidade por sócios deverá adquirir o imóvel até 15 de Dezembro, caso contrário a Direcção do clube poderá alienar o património.

A proposta prevê ainda a venda do pavilhão Jorge Anjinho, pelo montante mínimo de três milhões de euros, ou a sua hipoteca para fazer face a empréstimos, embora esta solução esteja praticamente inviabilizada por falta de condições do clube os contrair.