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AAC/OAF finge ignorar proposta do anterior presidente

19 de Dezembro 2016 Jornal Campeão: AAC/OAF finge ignorar proposta do anterior presidente

José Eduardo Simões insistiu, hoje, que dá mais 50 000 euros para compra da antiga sede de uma sociedade anónima de que a Académica/OAF é a principal accionista, mas a instituição finge ignorar a proposta do anterior presidente.

“Eventual não aceitação da proposta (…) corresponde a uma situação de evidente dano patrimonial para com a instituição por parte da Direcção (com responsabilidade superveniente da Mesa da Assembleia Geral)”, opina José Eduardo.

Um edifício da PROCAC, adjacente ao largo de João Paulo II e à rua de Alexandre Herculano, é património com que a Direcção de Paulo Almeida espera vir a fazer face à difícil situação financeira da AAC/OAF, alienando-o por 700 000 euros em vez de um milhão esperado.

“Tendo em conta tudo o que se está a passar, e sendo eu o maior credor do Organismo Autónomo de Futebol da AAC, faço questão de cobrir qualquer proposta financeira, individual ou de empresa, sujeita ou não a confidencialidade, relativa ao edifício dos Arcos do Jardim”, indicou Simões em mensagem dirigida aos membros do Conselho Consultivo da entidade proprietária da Académica – Futebol SDUQ.

Assim, sobre qualquer proposta apresentada, José Eduardo acena com um acréscimo de 50 000 euros, “nas mesmas condições de reversão para a Académica/OAF em prazo e condições a definir”.

Em comunicado, sem se referir à proposta de Simões, a Direcção do Organismo Autónomo de Futebol da AAC replicou que, nos últimos meses, o anterior presidente “retirou da SDUQ mais de 100 000 euros”.

“Mais, José Eduardo retirou já da Académica cerca de dois milhões de euros, 800 000 dos quais na última década, sem qualquer decisão da Assembleia Geral a autorizá-lo”, acrescenta o comunicado.

Uma das acusações feitas a Simões é a de que ele “assinou uma procuração, já quando não era presidente, e assim impediu a Académica/OAF de receber dinheiro da transferência do jogador Ederzito”.

Acresce que José Eduardo constituiu advogado para reclamar, por via judicial, o pagamento de um alegado empréstimo de dois milhões de euros à instituição.

Para a Direcção liderada por Paulo Almeida, Simões “diz-se credor, mas já declarou”, perante a Polícia Judiciária, “que o dinheiro não é dele”.