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AAC/OAF ainda só recebeu 24,30 por cento pela ex-sede da PROCAC

22 de Dezembro 2016 Jornal Campeão: AAC/OAF ainda só recebeu 24,30 por cento pela ex-sede da PROCAC

A Académica/OAF ainda só recebeu 24,30 por cento do montante da venda da antiga sede de uma sociedade anónima de que a instituição é a principal accionista, soube, hoje, o “Campeão”.

Um edifício da PROCAC, adjacente ao largo de João Paulo II e à rua de Alexandre Herculano, é património com que a Direcção de Paulo Almeida espera fazer face à difícil situação financeira da AAC/OAF, alienando-o por 700 000 euros.

“Enquanto não forem cancelados, os ónus sobre o prédio limitam o Organismo Autónomo de Futebol da AAC a embolsar apenas 170 000 euros”, disse ao nosso Jornal uma fonte conhecedora do dossiê.

Tais ónus consistem numa hipoteca a favor do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, noutra a favor da Fazenda Pública e em três penhoras de que é exequente a Administração Fiscal.

A Académica/OAF poderá recomprar o prédio, até 01 de Junho de 2019, nas seguintes condições: aquisição pelo montante de 700 000 euros, acrescido das quantias correspondentes a determinados encargos e de uma taxa de juro anual de 7,50 por cento (com o mínimo em juros de 78 000 euros). Ao montante referido serão deduzidos os valores líquidos recebidos por Filipe Miguel Ribeiro Rodrigues a título de rendas.

O edifício, composto de rés-do-chão, primeiro andar, sótão e logradouro, possui uma área coberta de 535,80 metros quadrados e uma superfície descoberta de 156,20 metros quadrados.

O comprador, Filipe Miguel, é empresário, sendo públicos os seus laços de amizade com o jurista Luís Filipe Pereira, membro da sociedade de advogados de que também faz parte Paulo Almeida, presidente da Direcção da Académica/OAF.

Além da inicial expectativa de arrecadar um milhão de euros com a referida venda, a Direcção da AAC/OAF espera embolsar três milhões com a alienação do pavilhão de Jorge Anjinho (Solum), apesar da existência de hipotecas e da impossibilidade de destinar o equipamento a fins urbanísticos.

O anterior presidente do Organismo Autónomo de Futebol da AAC, José Eduardo Simões, questiona se a venda é “não apenas um acto de eventual infidelidade de gestão da Direcção ou se existe algo mais por detrás deste «negócio»”.

“Transparência e clareza foi tudo o que faltou e falta, constituindo este «negócio» o mais grave acto de gestão imprudente da História da Académica/OAF”, opina José Eduardo.