Coimbra  25 de Outubro de 2021 | Director: Lino Vinhal

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AAC incita Presidente da República a garantir o acesso universal ao ensino superior

13 de Abril 2021 Jornal Campeão: AAC incita Presidente da República a garantir o acesso universal ao ensino superior

A Associação Académica de Coimbra (AAC), numa audiência concedida a todo o movimento associativo estudantil nacional por parte do Presidente da República, durante a tarde de ontem (12), em Belém, deixou o repto para que se valorize a juventude e se garanta o acesso universal ao ensino superior.

“A AAC alertou o Chefe de Estado para a necessidade de valorizar a juventude e os estudantes, reforçando a importância de que todos os agentes políticos percebam o papel que os jovens podem desempenhar, devendo o estudante ser tomado como vector central do ensino superior e suas respectivas instituições, sublinhando a importância de uma revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior e do papel do Estudante no seu contexto, regime jurídico cuja revisão está em falta desde 2012, perfazendo quase uma década de incumprimento legislativo, e em relação ao qual é notória a necessidade de um aumento da representatividade e participação dos estudantes nos órgãos de Governo das instituições de ensino superior”, referiu a AAC.

O presidente da Associação Académica de Coimbra, João Assunção, frisou ainda a importância da cabal concretização do direito fundamental de acesso ao ensino superior, que exige, para se alcançar a gratuitidade de acesso, a progressiva aproximação à propina 0 e a revisão do regime de prescrições, que é, actualmente, uma forma de exclusão do ensino superior por via económica, ao invés do instrumento de cariz pedagógico que deveria ser.

“Não queremos ser outra geração à rasca”, diz João Assunção. “Os momentos que o estudante do ensino superior vive são os mais duros da última década: começa a ser momento de pensar e pôr em prática alterações políticas estruturais que possam dar fôlego aos milhares que se verão, num futuro próximo, privados de prosseguir os estudos por factores económicos”, rematou o líder estudantil.