Coimbra  21 de Julho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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AAC exige “resposta clara, definitiva e inequívoca” sobre as propinas

28 de Janeiro 2019

Daniel Azenha, presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), questionou, hoje, publicamente, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, sobre as prioridades do Governo, após declarações do governante ao jornal “Expresso”, nas quais nunca defende “o fim das propinas no ensino superior português”.

Perante as afirmações do ministro, que o dirigente da AAC encara “com preocupação”, os estudantes exigem “uma resposta clara, definitiva e inequívoca em relação às propinas no ensino superior”.

“Por um lado, demonstra uma total falta de planeamento e de visão estruturada para o ensino superior, sendo imperceptível a linha política que guia esta governação. Por outro lado, realça-se o retrocesso protagonizado por Manuel Heitor que, com apenas o distanciamento de 19 dias, afirma tudo e o seu contrário”, esclarece a AAC, em comunicado.

O timoneiro da Associação Académica exige “de uma vez por todas, uma posição clara, definitiva e inequívoca do ministro relativamente à temática das propinas”, adiantando que o país está “a menos de um ano das eleições legislativas e após o desgoverno deste Ministério durante os últimos três anos, é essencial uma resposta categórica que não pode ser mais adiada”.

Daniel Azenha reforça, ainda, que “os estudantes – e as respectivas famílias – reclamam o direito de conhecer a verdadeira posição do Governo, sem respostas reiteradamente incompletas e esquivas”. “Perante este desgoverno, questionamos: somos realmente uma prioridade para Manuel Heitor?”, interroga.

Recorde-se que, a AAC foi uma das principais impulsionadoras do movimento associativo nacional “Rumo à propina 0”, criado em 2016.

“Os estudantes de Coimbra foram pioneiros no combate às propinas, defendendo de forma intransigente a sua abolição desde a sua aplicação”, pelo que a AAC “encara a educação como um bem público fundamental para a modernização e progressão do país, um direito constitucionalmente consagrado assegurando a entrada e permanência no ensino superior a todos os estudantes”

A abolição da propina é, no entender os estudantes, “o primeiro passo para encarar este nível de ensino como um ascensor social que a todos deve ser disponibilizado”.

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