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AAC: Alexandre Amado sobe de vice a presidente

30 de Novembro 2016 Jornal Campeão: AAC: Alexandre Amado sobe de vice a presidente

Alexandre Amado, vice-presidente na Direcção-Geral cessante, foi eleito presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), com 86,9 por cento dos votos, numas eleições em que se registou uma abstenção de cerca de 75 por cento, informou hoje a comissão eleitoral.

Alexandre Amado, da lista C (A Tua Causa), venceu as eleições com 4 143 votos (86,9 por cento – para apurar o vencedor não contam os votos nulos), com a outra lista candidata, lista A (Até Quanto), encabeçada por João Carvalho, a contabilizar 460 votos (9,7 por cento), informou à Agência Lusa o presidente da comissão eleitoral, César Temudo.

As eleições decorreram na segunda e na terça-feira, em urnas espalhadas pelas faculdades e departamentos da Universidade de Coimbra, onde a abstenção rondou os 75 por cento (valor semelhante a 2015).

No total, votaram 4 889 estudantes, registando-se 193 votos brancos e 184 nulos, num universo de cerca de 20 000 eleitores da academia de Coimbra.

Para o Conselho Fiscal da AAC, eleito através do método de Hondt, a lista C elegeu os sete elementos.

Alexandre Amado, estudante de 23 anos de Direito, é o vice-presidente da actual Direcção-Geral e membro da Juventude Socialista.

Este é o quarto mandato consecutivo em que um militante da JS preside à Direcção da AAC, depois do actual presidente, José Dias, e do anterior, Bruno Matias, que cumpriu dois mandatos, terem liderado a associação de estudantes mais antiga do país.

“O projecto ‘A Tua Causa’ mereceu a confiança da esmagadora maioria dos estudantes que se deslocaram às urnas”, sublinhou a lista vencedora, numa nota de Imprensa.

Antes das eleições, Alexandre Amado afirmou que, apesar de ser vice-presidente da Direcção, pretende criar um “projecto novo”, mas que assenta “na identidade da actual liderança”.

Como propostas da sua lista, o jovem estudante de Direito destaca a luta que pretende fazer para garantir uma “revisão da Lei de Bases”, para se poder “caminhar para um ensino público e gratuito”.

Para o futuro presidente da AAC, será uma prioridade pensarem-se em alternativas de financiamento das instituições para se acabar com a existência da propina, que “é um mecanismo de exclusão social”.

Numa altura em que se discute a passagem da Universidade de Coimbra a fundação, num debate lançado pela própria reitoria, Alexandre Amado mostra-se preocupado com “muitos aspectos do regime fundacional”, nomeadamente uma maior dependência da instituição de investimento privado e a possibilidade de o Conselho Geral, onde os estudantes estão representados, perder força.

“Sou contra aplicar o regime fundacional tal e qual como está previsto no RJIES [Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior]”, sublinhou.

Alexandre Amado deverá tomar posse como presidente da AAC em Janeiro de 2017.