Coimbra  30 de Outubro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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A13: Ministério demarca-se de deputado e põe Jornal em xeque

10 de Maio 2018 Jornal Campeão: A13: Ministério demarca-se de deputado e põe Jornal em xeque

O porta-voz do Ministério do Planeamento e Infra-estruturas (MPI) declinou, hoje, que haja intenção, no futuro próximo, de ligar a A13 (Tomar – Coimbra) ao Itinerário Principal 3 (Coimbra – Viseu).

Instado pelo “Campeão” a pronunciar-se sobre uma notícia da edição de 01 de Maio do diário As Beiras, intitulada “Obras (…) incluem ligação da A13 a Souselas”, o porta-voz do MPI indicou que o projecto acabado de anunciar para melhoria da ligação Coimbra – Viseu “respeita exclusivamente à requalificação e duplicação do IP3, no seu actual traçado”.

No início do presente mês, citando Pedro Coimbra (PS), deputado à Assembleia da República, o referido diário noticiou que o Governo “garante a conclusão” da sobredita auto-estrada (“entre Ceira e Souselas”).

A A13 quedou-se pela Portela do Mondego, a Sudeste de Coimbra, embora o projecto inicial contemplasse a ligação ao Itinerário Principal 3.

Sob o título “Só a banca ganha”, em Agosto de 2012, quando se soube da supressão da ligação, via A13, entre a Portela do Mondego e o IP3, o director-adjunto do “Campeão” opinou ser a actividade bancária “o único sector (…) a tirar benefício da desistência do Estado” em dotar Coimbra daquela infra-estrutura.

O XIX Governo – cujo secretário de Estado das Obras Públicas e Transportes, Sérgio Monteiro, era oriundo da Caixa Geral de Depósitos – limitou-se a mexer na variável correspondente ao custo do investimento, revelando-se lesto a cortar… em Coimbra, assinalou o jornalista.

Líder do Município conimbricense no triénio 2010 -13, João Barbosa de Melo (PSD) considerou que “a decisão de construir uma ligação entre Tomar e o Norte de Coimbra em perfil de auto-estrada foi típica de um tempo [o dos governos de José Sócrates] de medidas pouco pensadas”.