Coimbra  20 de Junho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Confraria da Rainha Santa recupera obra de 1896

31 de Maio 2018

A obra “Santa Isabel de Aragón, Reina de Portugal, espejo de doncellas, casadas y viudas”, da autoria do cronista franciscano Fr. Damián Cornejo, datada de 1896, e julgada perdida, foi recuperada recentemente pela Confraria da Rainha Santa Isabel.

António Rebelo, presidente da Confraria revelou que este é “um volume importante da antiga biblioteca” daquela entidade, sendo uma segunda edição aumentada e corrigida por Fr. José Coll que a oferece “A la Excelentíssima Mesa de la Real Cofradía de la Reina Santa Isabel”.

Esta obra foi descoberta “por acaso” numa pesquisa no website archive.org, estando localizada na Biblioteca da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos da América, local onde estava há mais de 50 anos, por ter sido adquirida pela instituição.

“No entanto, atendendo à clara dedicatória na folha de guarda, a Biblioteca achou por bem restituir este exemplar ao seu proprietário inicial”, explica António Rebelo, adiantando que a obra “terá entrado nos espaços da Confraria ainda nos finais do séc. XIX”.

O responsável afirma que “ainda muito pouco se sabe da biblioteca da Confraria”, tendo apenas a informação de que “sobretudo depois da instauração da República, desapareceram vários livros e também registos de irmãos”. Apesar disso, “algumas dessas obras e documentos importantes têm vindo a ser redescobertos”, há cerca de quatro anos, entre a documentação dos registos paroquiais de Santa Clara.

Duas bulas pontifícias importantes foram, também, redescobertas no Arquivo da Universidade de Coimbra, onde terão sido depositadas por António de Vasconcelos, em nome da Confraria, “para não desaparecerem nas convulsões políticas dos anos 20”. Uma das bulas “autorizava a de extensão do culto à Rainha Santa a todo o território português e outra que outorgava especiais bênçãos e indulgências aos irmãos e confrades da Confraria da Rainha Santa Isabel”, adianta António Rebelo.

Na nota, a Confraria agradece publicamente à Universidade do Michigan “pelo gesto, que muito a honra e dignifica, mas também por todo o profissionalismo e gentileza dos vários responsáveis pela sua Biblioteca que, ao longo de vários meses, desenvolveram as suas investigações e foram dando conta dos resultados”.

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