O Rómulo – Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, realiza, dia 16, pelas 15h30, a palestra intitulada “As múltiplas trajectórias de Richard Feynman no Brasil”, inserida num novo ciclo de conferências: “Ciência no Rómulo”.
Será palestrante o professor Ildeu Moreira, do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que trocará impressões com o público sobre o tema, com a moderação de Carlos Fiolhais.
A palestra abordará as visitas do físico norte-americano Feynman ao Brasil, entre 1949 e 1965, e o contexto em que ocorreram. Serão consideradas as actividades de pesquisa e ensino que realizou, bem como a sua participação no Carnaval carioca e a actuação em defesa de cientistas brasileiros perseguidos pela ditadura. Serão comentados os trabalhos científicos que apresentou, em particular os relacionados à electrodinâmica quântica, e as suas críticas ao ensino de Física, a partir de sua experiência local. O impacto e as repercussões locais dessa interacção forte de Feynman com o Brasil serão também considerados.
Ildeu Moreira é doutor em física pela UFRJ, é professor do Instituto de Física e de programa de pós-graduação em história das ciências, ensino de física e história da física na UFRJ, e em mestrado em divulgação científica (Fiocruz/UFRJ/MAST/JBRJ). Realizou estágios de pesquisa na França, na École Polytechnique e na Universidade de Paris VII. Trabalhou/a nas áreas de física teórica (sistemas não-lineares), história da ciência, em particular história da ciência no Brasil, e comunicação pública da ciência. Foi chefe do Departamento de Física Teórica do Instituto de Física (UFRJ) em 1987. Foi editor científico da revista Ciência Hoje (1988/96) e membro de comités editoriais de diversas revistas científicas e de divulgação.
Foi director do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia do MCTI (2004 2012) e coordenou a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2004 a 2012. Foi membro do CA de Divulgação Científica do CNPq (2008-2012), do CTC da Educação Básica da Capes (2010 2014) e do Conselho Superior da Capes (2015-2016). Membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (2017-2021). Pertenceu aos Conselhos da Sociedade Brasileira de História da Ciência (1990/1994), da Sociedade Brasileira de Física (1999/2003; 2015/2019) e da SBPC (2003/2007; 2011-2015). Em 2007 recebeu o Prémio (Especialista) da RedPop – Red de Popularización de la Ciencia y la Tecnología en América Latina y Caribe. Em 2010 foi admitido na Ordem Nacional do Mérito Científico, classe de Comendador – Personalidade Nacional. Em 2014, recebeu a condecoração Rio Negro do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazónia (INPA) e o Prémio Mercosul de CT – Integração de 2014 (com equipa). Recebeu, em 2013, o Prémio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica do CNPq, a Medalha Defensor da Ciência, da Federação de Sociedades de Biologia Experimental, FeSBE, em 2021, e a Medalha Henrique Morize da ABC, em 2021. Foi presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC (2017-2021), da qual é Presidente de Honra. Bolsista Produtividade do CNPq – 1C.