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Coimbra: “O Metro pode passar, os plátanos querem ficar”

16 de Agosto 2022 Jornal Campeão: Coimbra: “O Metro pode passar, os plátanos querem ficar”

A bióloga Maria João Freitas e o arquitecto Nuno Martins explicaram a defesa destas árvores

Uma centena de pessoas concentrou-se, esta terça-feira, na rotunda da Avenida Emídio Navarro, em Coimbra, contra a remoção de cinco plátanos para a passagem do corredor do MetroBus (autocarro eléctrico).

“O Metro pode passar, os plátanos querem ficar” – entoaram os manifestantes enquanto fizeram um cordão humano em volta das árvores, defendendo que existe alternativa ao traçado previsto para o futuro meio de transporte do Sistema de Mobilidade do Mondego.

Maria João Freitas, bióloga e residente na Avenida Emídio Navarro, aponta que o maior dos plátanos ultrapassa os 100 anos, tem cinco metros de diâmetro e cerca de 30 metros de altura. Em conjunto com os outros plátanos, todos numa rotunda oval no início do Parque Verde, conseguem, conforme medições que fez, reduzir a temperatura em 10 graus, em dias quentes, e aumentar a humidade em 20 por cento.

Para Nuno Martins, arquitecto, membro do movimento ClimAção Centro, que promoveu a iniciativa, está-se perante a avenida “mais bonita da cidade”, que data de 1888, e que sempre manteve o equilíbrio entre o sistema viário, o ferroviário e a área verde.

“Arquitectos e urbanistas têm alternativas ao traçado do MetroBus que preserve os plátanos e todas as árvores existentes junto ao Parque da Cidade, assegurando que o actual trânsito automóvel continuará a fluir a par do novo sistema de mobilidade”, considera.

Esta acção contou com a presença de elementos do movimento Cidadãos por Coimbra, a par de muitos activistas pelo clima, os quais pretendem reunir com a Câmara Municipal e a Metro Mondego, a fim de apresentar as soluções e de demover aquelas entidades de abaterem os plátanos.

Uma petição neste sentido, colocada online no final da passada semana, já tem mais de 1.300 subscritores, segundo os promotores.