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ISEC: Mário Velindro quer menos carga horária e mais investigação nas empresas

30 de Novembro 2021 Jornal Campeão: ISEC: Mário Velindro quer menos carga horária e mais investigação nas empresas

Mário Velindro, reeleito como presidente do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, tomou posse esta terça-feira (30), no Auditório Principal do ISEC, que se encheu de amigos e representantes de várias instituições para o felicitar.

Doutorado em Engenharia Mecânica, na área de Tecnologia de Produção, Mário Velindro inicia assim o seu segundo mandato de quatro anos, que afirma querer ser um “período de gestão centrado nas pessoas.”

Durante o seu discurso de tomada de posse, deixou claro que o grande objectivo para o novo mandato passa por “olhar para o interior”, deixando em aberto um novo modelo pedagógico para a sua escola, com redução das horas de aulas de estudantes e dos docentes e o correspondente aumento de trabalho de investigação realizado nas empresas e nos laboratórios. Segundo o presidente do ISEC, esta proposta é baseada nos “sistemas de ensino superior mais inovadores da União Europeia”.

Para Mário Velindro, é um “imperativo pedagógico pressionar a tutela – o Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior e a A3ES, a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior – para que possamos igualar-nos aos melhores sistemas de ensino europeus, onde os alunos têm em média entre 12 e 16 horas lectivas semanais, dedicando o resto do tempo a estudarem sozinhos, como lhes compete, e a investigarem, sozinhos ou em grupo, em empresas e em organismos de investigação”.

Mário Velindro valorizou ao longo do seu discurso a abertura de novos cursos no ISEC direccionados a ajudar na transição digital dos sectores da saúde, da protecção do território, da construção sustentável e das funções fiscalizadoras do Estado, ao mesmo tempo que salientou a importância dos mesmos para a “forçosa adaptação climática que os nossos dias impõem”.

Nos últimos quatro anos “apostamos em formar quadros altamente qualificados para valorizarem uma economia cada vez mais digital, que deve evoluir para ser cada vez mais energeticamente sustentável e, ao mesmo tempo, mais produtiva”, afirmou Mário Velindro. Para isso, “é necessário modernizar as unidades curriculares relacionadas com a tecnologia, continuando a inovar a nossa oferta pedagógica”.

Para os próximos quatro anos, Mário Velindro assegura que as suas opções estratégicas mais proeminentes se irão orientar para a comunidade académica do ISEC. “Agora que as relações com o exterior, com o mundo real, estão consolidadas, alargadas e fluídas, é tempo de nos concentrarmos na realidade quotidiana, semestral e anual das pessoas que aqui dão o melhor de si próprias: os alunos, os professores, os funcionários e os investigadores”.

A poucos dias para o ISEC celebrar o seu centenário, o presidente relembrou que “os grandes activos do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra continuam a ser a ciência que produz, os seus projectos pedagógicos, o seu prestígio e os seus cursos”. Para Mário Velindro “tudo isso é o produto do trabalho e da autonomia dos departamentos e órgãos de gestão do ISEC”, afirmou. “Essa autonomia – que é onde se funda o melhor da nossa investigação e do nosso ensino – é uma autonomia que importa defender e afirmar”.